Zoneamento paulista considera critérios sustentáveis

O Governo do Estado de São Paulo anunciou ontem, dia 18, o zoneamento agroambiental realizado em parceria entre as secretarias do Meio Ambiente e de Agricultura e Abastecimento. O zoneamento foi elaborado a partir de parâmetros hidrográficos, físicos, topográficos e climáticos.

“Esse estudo não vai limitar o plantio de cana no Estado”, disse o secretário de Agricultura, João Sampaio.

O zoneamento vai facilitar planejamento da cultura da cana no Estado, levando-se em conta a sustentabilidade da atividade. Junto com o zoneamento foram estabelecidas, por resolução da Secretaria do Meio Ambiente, regras claras para o licenciamento de novas usinas de álcool no território paulista. Os critérios vão obedecer fatores ambientais, como a vulnerabilidade das águas subterrâneas, a disponibilidade de águas superficiais, a biodiversidade presente na área, as unidades de conservação, a declividade e a qualidade do ar.

Nesse zoenamento o governo estabeleceu áreas totalmente adequadas para o plantio de cana, adequadas com limitação ambiental, adequadas com restrição ambiental ou totalmente inadequadas.

Segundo João Sampaio, as usinas já instaladas terão de se adequar às novas exigências. “Não há casos de usinas que deverão ser desativadas”, disse.

O zoneamento mostra que ainda há áreas adequadas para a expansão do cultivo da cana. Segundo estimativas baseadas nos pedidos de licença para novas unidades, até 2010 a área da cultura poderá chegar a 6,2 milhões de hectares.

De acordo com a Unica (União da Indústria da Cana-de-Açúcar), o zoneamento em São Paulo é uma contribuição positiva para o futuro desenvolvimento do setor no Estado e

também representa mais uma importante ferramenta contra tentativas de impor barreiras não tarifárias à importação de etanol brasileiro.

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