Zilor adere ao Protocolo Agroambiental Etanol Mais Verde

Área de mata nativa preservada pela Zilor próxima à usina Barra Grande, em Lençóis Paulista (SP) (Foto: Divulgação)

A companhia sucroenergética Zilor firmou o compromisso de Adesão ao Protocolo Agroambiental Etanol Mais Verde, para as unidades Barra Grande, São José e Quatá, no interior de São Paulo.

A adesão ao Protocolo foi formalizada em 27/04.

O movimento, pioneiro no Brasil, é uma iniciativa do Governo do Estado de São Paulo, representado pela Secretaria do Meio Ambiente, Secretaria da Agricultura e Abastecimento e pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), e pelo setor sucroenergético, representado pela União da Agroindústria Canavieira do Estado de São Paulo (Unica) e pela Organização de Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do Brasil (Orplana).

A ação busca consolidar o desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva de etanol, açúcar e bioenergia e superar os desafios advindos da mecanização da colheita de cana-de-açúcar.

Esta nova fase do Protocolo Agroambiental – Etanol Mais Verde – é baseado em três pilares: geração de água, biodiversidade e cobertura vegetal, para que o etanol possa ser o grande combustível das mudanças climáticas.

Nesse sentido, dez novas diretivas técnicas serão desenvolvidas pelas usinas e fornecedores de cana signatários do novo Protocolo, como: Eliminação da Queima, Adequação à Lei Federal nº 12.651/2012, Proteção e Restauração das Áreas Ciliares, Conservação do Solo, Conservação e Reuso da Água, Aproveitamento dos Subprodutos da Cana-de-Açúcar, Responsabilidade Socioambiental e Certificações, Boas Práticas no Uso de Agrotóxicos, Medidas de Proteção à Fauna e Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais.

A Zilor participa do Protocolo desde o ano de 2007, quando o objetivo principal visava a redução do prazo para eliminação do uso do fogo na colheita da cana-de-açúcar de 2021 para 2014 nas áreas mecanizáveis e de 2031 para 2017 nas áreas não mecanizáveis.

Em 10 anos de programa tivemos a comprovação e o bom resultado da parceria entre o setor privado e o governo em prol da sociedade e do meio ambiente.

“Estamos juntos nessa caminhada para o desenvolvimento sustentável. A unidade de Quatá foi a primeira empresa do Estado de São Paulo a aderir ao Protocolo. Nas áreas de cultivo da Zilor, a colheita mecanizada crua, sem emprego do fogo atingiu índices de 100% desde 2011, antecipando em 6 anos o prazo proposto. Ainda contamos com grandes investimentos para a proteção e restauração das matas ciliares e áreas fragmentos florestais, localizados na Bacia do Rio Lençóis, em Lençóis Paulista e na Bacia do Rio do Peixe, localizada em Quatá”, destaca a diretora de Gestão de Pessoas e Socioambiental da Zilor, Maria Elvira Sogayar Scapol.

Ações

Dentre as dez novas diretivas técnicas que serão desenvolvidas pelas usinas e fornecedores de cana signatários do novo Protocolo, conheça as principais ações já promovidas pela Zilor e os principais ganhos para as comunidades locais e o meio ambiente:

1- Bioletricidade: A energia elétrica gerada a partir do bagaço e palha de cana-de-açúcar exportada pela Zilor é suficiente para iluminar cidades com 500 mil habitantes por um ano, assim, o negócio contribui para ampliar a oferta de fontes renováveis na matriz energética nacional e diminuir a necessidade de acionamento das usinas movidas a combustíveis fósseis, que poluem o meio ambiente.

2- Áreas ciliares: Uma das maiores contribuições da produção de cana-de-açúcar é a preservação ambiental por meio da proteção e restauração de mata nativa que contornam rios e nascentes. A área de preservação de APPs da Zilor soma-se mais de 2 mil hectares. Além disso, preserva uma área de matas nativas com mais de 6.500 hectares, que corresponde a mais de 9 mil campos de futebol.

3- Consumo de água: A Zilor desenvolve inovações e soluções que permitem, continuamente, reduzir o consumo de água e aumentar a capacidade de reutilização nos processos produtivos, por meio do aproveitamento da água contida na cana-de-açúcar. Cada tonelada de cana-de-açúcar possui, em média, 70 % de água em sua composição.

4- Aproveitamento da vinhaça: 100% dos subprodutos gerados no processamento industrial para a obtenção do açúcar e do etanol são reaproveitados. A vinhaça, um produto de origem natural originado na destilação, é rica em potássio e é utilizada para adubação do solo nos canaviais. Esse processo é chamado de fertirrigação e contribui para redução de fertilizantes químicos nas áreas agrícolas.

5- Queima da palha de cana-de-açúcar: A Zilor antecipou em 6 anos o prazo proposto pelo Protocolo e, desde 2011 não realiza a queima da palha da cana-de-açúcar. A colheita da cana-de-açúcar crua realizada pela Zilor é 100% mecanizada nas de cultivo pró

X