Você sabe quais são os gargalos e ralos que levam embora o lucro da empresa, e como saná-los?   

Conteúdo da AGRHO Recursos Humanos

Você consegue identificar quais são os “gargalos e ralos” na Usina, que são os responsáveis por consumir os esforços para se ter bons resultados? Eles são muito visíveis apesar de passarem despercebidos, e agem como câncer, que quando dermos por conta, já contaminaram toda a empresa.

Vamos dar alguns exemplos de como isso acontece:

 −      Quando passar pela fila de caminhões descarregando cana, se esta estiver grande ou se faltar caminhões é sinal de que alguma coisa está errada. O certo é que o dimensionamento da frota, e/ou o planejamento de corte deve estar inadequado, este pode ser um sinal de gargalo e/ou ralo, e sempre é bom lembrar de que a automotiva representa 45% de todo custo de uma usina.

 −      Se a fumaça que sai das chaminés da indústria estiver com uma cor inadequada, se as quebras na indústria são constantes, se o laboratório acusa que a qualidade do produto está ruim, são sinais de que alguma coisa não está nos conformes, e é bom saber que cada hora que a indústria estiver parada durante a safra o custo médio é de R$ 80.000,00, ou seja, se parar por um dia representará aproximadamente o custo de R$ 1.0 milhão.

 −      Outro fator é o financeiro, sempre que se recorrer aos Bancos, temos que ter consciência de que estamos aceitando ter como parceiro um sistema de agiotagem, que só vai querer ter lucro sobre a empresa, e que esse custo impactará significativamente nos custos dos produtos e minimizará a margem de lucro, isso se não trouxer prejuízo.

 Os gargalos, estejam onde estiverem, irão impactar na eficiência da empresa como um todo.

Estes são simples exemplos que nosso espaço permite relatar, porém gargalos e/ou ralos encontram-se por toda parte, é só ficar atento e os encontrará. No entanto, não adianta somente identificá-los, o importante é eliminá-los, e para isso, lhe daremos o “pulo do gato”, ou seja, o que fazer para resolver esta questão.

Segue uma breve explicação para ajudar no entendimento:

Toda e qualquer empresa, e a sucroenergética não é exceção, se compõe basicamente por dois fatores, ou seja: coisas materiais, que são compostas por tudo que é físico, tais como: instalações, maquinários, veículos, etc., que chamaremos de “A” e pessoais composto por profissionais, que chamaremos de “B”, e teremos as seguintes situações:

−      Se a empresa tiver “A” bom e “B” bom o resultado será BOM;

−      Se a empresa tiver “A” bom e “B” ruim o resultado será RUIM;

−      Se a empresa tiver “A” ruim e “B” bom o resultado tende a ser BOM, pois “B” compensará “A”;

−      Se a empresa tiver “A” ruim e “B” ruim, o resultado será obrigatoriamente RUIM.

Desse demonstrativo, compreende-se que o fator determinante para um BOM ou RUIM resultado (e isso serve para todos empreendimentos, sejam empresas, governos, times de futebol e etc.)  dependerá de “B”, ou seja, da qualidade dos profissionais que tiverem, se forem bons os resultados serão positivos, se o contrário, se os profissionais forem ruins, os resultados também serão ruins.

Porém, o que se observa na prática, é que muitas vezes as empresas são muito infelizes em querer fazer economia justamente sobre a contratação de profissionais, principalmente os estratégicos, achando que se pagarem baixos salários, estarão fazendo economia para a empresa.

Ledo engano: esquecem-se que o aparente barato na grande maioria das vezes acaba saindo muito caro, e por ingenuidade ou falta de visão, subestimam o fator humano, se descuidando no recrutamento e seleção, bem como, se recusam a recorrer às empresas especializadas que muito poderão auxiliar na aquisição de bons profissionais. Quanto a estes cuidados, afirmamos com convicção que realmente a boa seleção se tornará a maior economia que a empresa poderá obter.

Existe um chavão que as empresas gostam de usar “na teoria” de que o capital humano é o maior patrimônio da empresa. Você não acha que está mais do que na hora de sair da teoria e passar para a prática?

 

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