Vendas externas crescem menos que importação

Depois de reagirem com um crescimento de cerca de 12% na primeira semana deste mês, as exportações voltaram a crescer na segunda semana de março a uma taxa menor do que as importações, comprovando uma tendência de alta das compras externas do Brasil em 2006. Enquanto as vendas ao exterior aumentaram 14,9% frente ao mesmo período de 2005, os gastos no exterior subiram 22%.

Na semana passada, a balança comercial registrou um superávit de US$ 616 milhões em cinco dias úteis, valor inferior aos US$ 629 milhões apurados em apenas três dias úteis. As exportações somaram US$ 2,442 bilhões e as importações, US$ 1,826 bilhão. No mês de março, há um saldo positivo de US$ 1,245 bilhão.

Em relação a março de 2005, o maior destaque nas importações foram os equipamentos eletroeletrônicos, com um crescimento de 63,4%. Também pesaram na pauta cereais e produtos de moagem (49,3%), siderúrgicos (42,2%), adubos e fertilizantes (41,1%), borracha e obras (31,3%), e combustíveis e lubrificantes (24,9%).

Em semimanufaturados, vendas subiram 18%

Na pauta de exportações, os principais destaques foram os produtos básicos, cujos embarques aumentaram 30,2%, graças a petróleo, minério de ferro, algodão, carne bovina e farelo e grão de soja. As vendas de semimanufaturados cresceram 18% e as de manufaturados tiveram um pequeno acréscimo de 7,1%.

Nessas duas categorias, as maiores contribuições foram dadas por açúcar em bruto, celulose, semimanufaturados de ferro e aço, laminados planos, combustíveis, automóveis e gasolina.

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