Usinas vão divulgar relatório de sustentabilidade

A União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica) deve apresentar neste início de dezembro o relatório de sustentabilidade do setor sucroalcooleiro com base no modelo do GRI (Global Reporting Initiative).

O conjunto de diretrizes e indicadores do GRI proporciona a comparabilidade, credibilidade, periodicidade e legitimidade da informação na comunicação do desempenho social, ambiental e econômico das organizações. Atualmente, mais de 2 mil empresas produzem seus relatórios com base no modelo do GRI e cerca de 70 delas são brasileiras.

Todo esse projeto é capitaneado por Maria Luiza Barbosa, conhecida como Iza, que desde 2001 coordena o núcleo de responsabilidade social da Unica.

Esse núcleo passou a ganhar maior atenção da entidade após os bombardeios e críticas, sobretudo do mercado internacional, às práticas trabalhistas das usinas do país.

O relatório abrange os cerca de 600 projetos sociais realizados pelas usinas do setor. Participam desse relatório 109 das 117 usinas associadas à Unica. Esses projetos demandaram investimentos de cerca de R$ 160 milhões, envolvendo 400 mil pessoas, das quais 150 mil participaram de programas de requalificação profissional, segundo Iza Barbosa.

“Esse relatório dará maior transparência aos projetos do setor sucroalcooleiro e permitirá que a sociedade conheça o trabalho realizado pelas usinas. Será uma espécie de veículo de comunicação para as pessoas”, afirma Iza.

A tendência é que um número maior de empresas passem a adotar práticas socioambientais, uma vez que se tornou uma exigência no mercado nacional e internacional.

Iza Barbosa foi contratada há sete anos pela entidade para realizar uma “mudança de gestão” no setor, na qual a responsabilidade social e ambiental das usinas – que por décadas estiveram associadas a desrespeitos humanos e ambientais – ganhasse a mesma prioridade de outros assuntos das empresas. A consultora ressalta que boa parte das usinas tinha projetos neste sentido, mas não havia como mensurá-los. Até 2003, quase nenhuma das empresas associadas à entidade fazia balanço social de suas empresas. Hoje praticamente todas fazem.

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