Usinas já faturam cerca de 30% com cogeração

No setor sucroalcooleiro, é comum relacionar a remuneração das usinas ao açúcar e ao álcool. Mas esse raciocínio não pode ser mais considerado, uma vez que a cogeração de energia a partir do bagaço da cana começou a ganhar maior importância para as usinas.

“Nenhum projeto novo de usina inicia a safra sem ter cogeração de energia”, observa Júlio Maria Martins Borges, diretor-presidente da Job Economia e Planejamento.

Segundo Martins Borges, a cogeração pode representar cerca de 30% do faturamento de uma usina.

Muitas usinas do setor estão fechando acordo com grandes empresas de energia para os projetos de cogeração. São vários os grupos que fecharam acordo neste sentido, como a Cosan, Brenco, Açúcar Guarani (contralada pela francesa Tereos).

Os números mostram que o potencial da geração de energia a partir da biomassa é grande. No país, são 400 usinas sucroalcooleiras em operação, todas auto-suficientes em energia a partir do bagaço. Há cerca de 210 projetos de cogeraçõa em implantação que podem colocar no sistema 13.200 MW até 2012, segundo Onório Kitayama, especialista em bioenergia da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica). Para 2008, as usinas têm um excedente de 790 MW para ser comercializado, e poderá chegar a 8.900 MW nos próximos quatro anos, sem considerar o potencial do uso da palha da cana.

Entre esses 210 projetos estão incluídas usinas já em operação e que estão investindo em novas caldeiras para elevar seu potencial de cogeração e novas unidades em construção. Os aportes totais em cogeração podem chegar a R$ 4,4 bilhões, caso nenhum projeto seja engavetado no meio do caminho.

A Cosan já investiu R$ 1 bilhão em cogeração em suas usinas e poderá triplicar esses aportes nos próximos anos. No dia 3 de outubro, inaugurou o projeto de expansão da usina Gasa, em Andradina (SP). O evento contou com a presença do governador do Estado de São Paulo, José Serra; do secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de São Paulo, João Sampaio; do presidente da Assembléia Legislativa, Pedro Vaz de Lima; do presidente executivo da Udop, Antonio Cesar Salibe e do presidente da Unica (União da Indústria da Cana-de-Açúcar), Marcos Jank.

A Cosan está investindo R$ 368 milhões na Gasa. A usina expandiu sua potência de 4 MW para 44 MW, com a instalação de duas novas caldeiras de alta pressão. A previsão é que a capacidade se expanda para 78 MW em 2010, com um volume total de 250 mil MWh, suficiente para abastecer uma cidade de 140 mil residências. Nesta primeira fase de investimentos, a capacidade da usina passou de 1,2 milhão de toneladas de cana para 2,7 milhões de toneladas. A perspectiva para 2010 na unidade será de uma capacidade de 3,8 milhões de toneladas.

As usinas reconhecem que o governo está dando maior atenção aos projetos de cogeração e atenderam algumas reivindicações do setor. Em projetos em construção em Goiás e Mato Grosso do Sul, onde há novos projetos de usinas em andamento, o governo está aplicando o conceito de subestação coletora para promover a conexão de usinas dessas unidades, segundo Kitayama. Em regiões paulistas, onde o acesso à rede de transmissão de energia é mais difícil, o governo vai elaborar estudos de conexão que prevê o escoamento da energia.

Usinas já faturam cerca de 30% com cogeração

JC 178 – No setor sucroalcooleiro, é comum relacionar a remuneração das usinas ao açúcar e ao álcool. Mas esse raciocínio não pode ser mais considerado, uma vez que a cogeração de energia a partir do bagaço da cana começou a ganhar maior importância para as usinas.

“Nenhum projeto novo de usina inicia a safra sem ter cogeração de energia”, observa Júlio Maria Martins Borges, diretor-presidente da Job Economia e Planejamento.

Segundo Martins Borges, a cogeração pode representar cerca de 30% do faturamento de uma usina.

Muitas usinas do setor estão fechando acordo com grandes empresas de energia para os projetos de cogeração. São vários os grupos que fecharam acordo neste sentido, como a Cosan, Brenco, Açúcar Guarani (contralada pela francesa Tereos).

Os números mostram que o potencial da geração de energia a partir da biomassa é grande. No país, são 400 usinas sucroalcooleiras em operação, todas auto-suficientes em energia a partir do bagaço. Há cerca de 210 projetos de cogeraçõa em implantação que podem colocar no sistema 13.200 MW até 2012, segundo Onório Kitayama, especialista em bioenergia da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica). Para 2008, as usinas têm um excedente de 790 MW para ser comercializado, e poderá chegar a 8.900 MW nos próximos quatro anos, sem considerar o potencial do uso da palha da cana.

Leia matéria completa na edição de outubro (178) do JornalCana

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