Usinas do Centro-Sul recuperam atraso na moagem de cana

As usinas estão recuperando o atraso que ocorreu este ano na moagem de cana-de-açúcar da safra 2008/09, devido ao excesso de chuvas. No acumulado da safra, ou seja, até a segunda quinzena de novembro, a moagem atingiu 468,3 milhões de toneladas de cana, segundo levantamento da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica), divulgado ontem.

No total da safra, as previsões são de atingir moagem entre 487 milhões e até 500 milhões de toneladas, considerando estimativas da Unica e de consultores. “Até outubro, as chuvas ainda atrasaram a moagem. O atraso está sendo eliminado agora, embora possivelmente nem toda a cana deva ser moída”, disse Júlio Maria Borges, diretor da Job Economia e Planejamento.

A sobra de cana em pé é algo tradicional. No entanto, para esta safra estava prevista sobra maior do que os níveis tradicionais, de 2%. Em 2008/09, a sobra ficaria entre 6% e 8%, lembrou Borges. “Não sei precisar quanto haverá de sobra agora, mas não deve alcançar esses patamares”, avaliou.

A produção de açúcar no acumulado foi 0,98% inferior à da safra passada em igual período. Até novembro, atingiu volume de 25,36 milhões de toneladas. A Unica estima que no final da safra atual, a produção total de açúcar será igual à da safra anterior, que totalizou 26,2 milhões de toneladas. Já o etanol anidro alcançou a marca dos 7,99 bilhões de litros e, o hidratado, chegou aos 15,09 bilhões de litros, totalizando 23,08 bilhões de litros.

De acordo com as estimativas dos usineiros, até o final da safra 2008/09 a produção do combustível deverá superar 24 bilhões de litros, ante os 20,3 bilhões de litros da safra 2007/08. Ainda conforme a Unica, até 30 de novembro, 43 plantas encerraram a moagem na safra atual.

No mercado, os preços do açúcar se mantêm firmes, na casa dos R$ 30,60 a saca de 50 quilos à vista em São Paulo; a tendência é de alta nas últimas três semanas. O etanol está em situação inversa, em queda pela terceira semana consecutiva, por conta de pressão de oferta, pela necessidade das usinas em fazer caixa. O anidro vale R$ 0,93/litro e, o hidratado, R$ 0,78/litro em São Paulo (incluso PIS/Cofins), segundo a Job.

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