Usinas de etanol sinalizam preços sustentáveis

Boa parte das usinas do estado de São Paulo dá sinais de que a fase mais crítica quanto à capitalização nesta safra ficou para trás. Já avançado agosto, as exportações de açúcar, em especial, proporcionam fôlego suficiente para que as vendas de etanol não precisem ocorrer de forma concentrada, o que pressionaria as cotações. Além disso, desde julho, usinas que atenderem a critérios do governo federal podem também acessar recursos públicos para estocagem do combustível a ser comercializado na entressafra, segundo os dados divulgados nesta terça-feira pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Vendedores têm a favor da sustentação dos preços do etanol também a demanda firme. Nem mesmo a combinação de colheita avançando sem interrupções com a oferta de usinas do Centro-Oeste, sobretudo de Mato Grosso do Sul, tem feito com que os preços no mercado paulista recuem.

Na última semana, grande parte dos negócios foi realizada no mesmo intervalo prevalecente desde o início de agosto. Entre os dias 9 e 13, o Indicador semanal CEPEA/ESALQ do anidro foi de R$ 0,9626/litro (sem impostos), alta de 0,40% sobre o anterior. Para o hidratado, o Indicador semanal CEPEA/ESALQ foi de R$ 0,8384/litro (sem impostos), ligeira queda de 0,32% no mesmo período. Se analisadas as médias mensais, observa-se que os preços neste mês avançam em acordo com o padrão sazonal da média histórica – junho e julho tendem a ser os meses de menores preços.

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