Usinas de etanol entram em recuperação judicial nos EUA

Com dificuldades financeiras por conta de margens de lucros apertadas, a Greater Ohio Ethanol, uma das refinadoras de controle acionário restrito, entrou com pedido de recuperação judicial na última semana nos Estados Unidos. Já é a segunda do setor a entrar com esse tipo de pedido.

A Greater Ohio Ethanol listou dívidas e ativos entre US$ 100 mil e US$ 500 milhões no documentos entregues em 14 de outubro no Tribunal de Falências de Toledo, Ohio. A BP está listada como uma das maiores credoras, com US$ 1,6 milhões.

A empresa começou a produzir etanol em março na sua refinaria de Lima. A usina custa US$ 117 milhões e tem capacidade anual de 204 milhões de litros, disse Gregory Kruger, presidente e co-fundador da empresa. Os produtores de etanol tem tentado sobreviver com as margens de lucro mais apertadas.

Os contratos futuros do milho, ingrediente primário para o combustível nos Estados Unidos, acumularam alta de 8,6% no ano passado. Os contratos futuros do etanol subiram 2,7% na Bolsa de Chicago (CBOT).Neste mês, a Gateway Ethanol, refinadora de etanol em Pratt, Kansas, de propriedade da Orion Ethanol, pediu concordata sem dar motivos.

Há 176 destilarias de etanol nos EUA, com capacidade anual de 40,5 bilhões de litros, conforme a Associação de Combustíveis Renováveis, com sede em Washington. A Poet, em Sioux Falls, Dakota do Sul, é a maior produtora em capacidade, seguida pela VeraSun Energy, sediada em Brookins, também na Dakota do Sul.

Mercado no Brasil

A dificuldade de crédito das usinas brasileiras e a necessidade de vender produto para gerar caixa provocou a queda nos preços do álcool no mercado interno, que até então vinham de altas seguidas. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP), na última semana o preço do álcool anidro recuou 1,34% para R$ 0,9203 nas usinas em São Paulo, e do hidratado teve queda de R$ 0,7376/litro, recuo de 3,37%.

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