Usinas de cana investem em campanha de prevenção contra incêndios

Com o período de estiagem, a Associação Brasileira do Agronegócio de Ribeirão Preto (ABAG/RP), usinas de cana-de-açúcar e produtores rurais iniciam, a partir da 2º quinzena de julho de 2017, a Campanha Institucional de Conscientização, Prevenção e Combate aos Incêndios.

Pelo terceiro ano consecutivo, o setor produtivo une forças para ampliar o alcance da Campanha.

Segundo a assessoria da ABAG-RP, o objetivo é esclarecer que, de forma semelhante ao que acontece nas cidades, os incêndios no campo também acarretam sérios prejuízos.

A continuidade do trabalho é importante para alcançar o maior número possível de pessoas com informações sobre como evitar a ocorrência e a propagação de incêndios. Ações impensadas, negligentes ou intencionais podem colocar vidas em risco, além de comprometer a atividade econômica, urbana ou rural, sempre com consequências para a sociedade e para o meio ambiente.

A Campanha atingirá expressiva parcela das regiões produtoras de cana-de-açúcar no Estado de São Paulo, Minas Gerais e Goiás.

Diferenciação

Vale a ressalva de que é preciso diferenciar “queima controlada” de “incêndio”, relata a ABAG-RP.

A queima controlada é uma prática permitida por lei, mas aplicável apenas em situações específicas e mediante autorização prévia, concedida pelos órgãos ambientais estaduais. Como exemplos: o uso do fogo que precede o corte manual da cana, permitido para pequenas propriedades; e para o controle sanitário na agricultura. O importante é conscientizar a população sobre os perigos do incêndio acidental ou intencional, que ao contrário da queima controlada, pode atingir áreas de preservação ambiental, cidades e plantações.

A assinatura do novo Protocolo Agroambiental, no dia 3 de julho, não alterou o calendário da eliminação da queima da cana, cuja proibição no Estado de São Paulo foi antecipada para 2014 para as áreas mecanizáveis, e para 2017 nas áreas com inclinação superior a 12%. Essa antecipação é voluntária, visto que o prazo previsto em Lei termina apenas em 2021.

O que o novo Protocolo trouxe de diferente foi a responsabilização pelos incêndios, ou seja, a partir de agora terá que ser comprovado o nexo de causalidade nas ocorrências de fogo, para posteriormente autuar os responsáveis.

Em 2017 será repetido o formato de comunicação executado nas edições anteriores: distribuição de cartilha educativa para a população, instalação de outdoors nas cidades da região, fixação de placas nas estradas, com números dos telefones das brigadas mais próximas, veiculação de comerciais de rádio e TV com alertas sobre a necessidade de prevenir a ocorrência de incêndios.