Usinas de cana da Paraíba se mobilizam pelo RenovaBio

As usinas de cana-de-açúcar da Paraíba se mobilizam pela Política Nacional de Biocomobustíveis, o RenovaBio. Representantes das empresas do estado devem participar de encontros com representantes da Embrapa Meio Ambiente entre esta quarta-feira (06) a sexta (08) promovidos pelo Sindalcool, entidade representativa do setor.

Segundo o Sindalcool, os objetivos da visita dos técnicos a João Pessoa são conhecer as empresas sucroalcooleiras interessadas na certificação do Renovabio, e esclarecer dúvidas sobre a calculadora RenovaCalc e o RenovaBio.

Para tanto, haverá reunião com gestores agrícolas, técnicos de Ciências da Computação, gestores da Indústria e com diretores das usinas.

Integram a visita o chefe geral da área de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Meio Ambiente, Marcelo Morandi, e Nilza Patricia Ramos, pesquisadora da empresa. Ambos participam da elaboração do RenovaBio desde o princípio. Também participa Carlos Eduardo Xavier do Agroicone – CEOX, com objetivo de orientar o processo de preparação para a certificação das unidades ao programa.

“Na última reunião [na sexta] será discutida uma proposta técnica organizada pelo Agroicone e CEOX para apoiar as equipes das usinas na elaboração de um plano estratégico em função do Renovabio”, relata Edmundo Barbosa, presidente executivo do Sindalcool.

“Reunimos o que está sendo realizando no Centro-Sul pelo grupo Tereos e outras empresas, pensando em uma organização comum às usinas associadas ao Sindalcool/PB para que possam tirar o melhor proveito”.

Recorde de vendas

O interesse das usinas de cana da Paraíba pelo RenovaBio ganha peso também por conta da alta na comercialização de etanol.

Segundo o Sindalcool, durante 2018 o estado registrou recorde de vendas. “Houve economia para a população de R$ 164 milhões pela disponibilidade de etanol”, afirma o presidente da entidade.

Conforme ele, nesse processo de certificação para elevação da produtividade e maior competitividade do etanol em relação a gasolina, o objetivo final é redução de custo do etanol para o consumidor e a garantia de menor emissão de gases de efeito estufa.

 

 

 

 

 

 

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