UNICA destaca importância dos veículos flex para o setor

Já na década de 20, o Brasil demonstrava o seu pioneirismo em energias renováveis, estabelecendo as primeiras exigências de mistura de etanol à gasolina. Mais tarde, com o desenvolvimento do Proálcool, o uso da mistura passou a fazer parte de uma estratégia nacional de substituição da gasolina. Depois, a introdução dos veículos flex, em março de 2003, permitiu um salto significativo da demanda doméstica. Atualmente, 90% dos carros novos vendidos são flex e já representam 25% da frota nacional.

De acordo com o diretor-executivo da UNICA – União da Indástria de Cana-de-Açácar, Eduardo Leão de Sousa, as perspectivas do mercado de veículos flex continuam promissoras. Somente neste ano, a expectativa de vendas é de mais de 2,3 milhões de unidades, segundo dados da Anfavea – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, o que ampliará o consumo de etanol hidratado no país, já que mais de 70% dos donos de carros flex abastecem com o combustível de cana-de-açácar.

Em sua palestra intitulada “Etanol: Oportunidades e Desafios Globais” realizada na quarta-feira (10/09/2008), na Semana do Economista da UEM – Universidade Estadual de Maringá, Leão falou sobre o dinamismo do setor que promete uma reviravolta tecnológica nos próximos anos, tanto na produção de novos produtos, como bio-plásticos e bio-querosene, quanto em novos usos para o etanol combustível, em ônibus, aviões e motocicletas.

O executivo também apontou o que considera desafios para o setor, tanto no mercado interno, como no mercado internacional. “A ausência de uma matriz energética consistente e duradoura no Brasil e as barreiras tarifárias e não tarifárias dos países desenvolvidos são entraves a um crescimento mais sustentado do setor sucroenergético brasileiro”.

A Semana do Economista, cujo tema deste ano foi “Alimentos e Bioenergia: Crise ou Oportunidade?”, contou com a participação do Prof. Dr. Walter Belik , do Instituto de Economia da Unicamp, do ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Prof. Dr. Roberto Rodrigues, do superintendente da Alcopar, José Adriano da Silva Dias, entre outras personalidades.

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