UnB estabelece agenda de estudos com União Europeia

Carro inteligente, celular que não precisa de recarga, relógio conectado à internet. As novidades estão em uma agenda de pesquisas da União Europeia, que deve incluir o Brasil a partir de 2010. Uma comissão de professores da UnB retornou de Bruxelas, na Bélgica, disposta a criar um centro de pesquisas na universidade para promover a integração de todos os pesquisadores envolvidos com Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs).

A proposta do centro é simplesmente unir os departamentos da universidade que trabalham com tecnologia da informação e comunicação. “As pesquisas hoje estão completamente fragmentadas”, diz o professor Jorge Fernandes. Para o articulador da comissão da UnB, José Carlos Balthazar, as TICs são hoje extremamente importantes e prioritárias para a União Europeia. “Há também interesse do governo brasileiro para pesquisa e inovações industriais em TICS, a exemplo do que! vem sendo feito na área de biocombustíveis”, afirma.

A viagem para a Bélgica ocorreu entre 16 e 20 de junho para discutir parcerias na área de TICs entre os países e para apresentação de projetos. A delegação brasileira, além dos professores da UnB e da USP, também teve a participação de representantes dos ministérios de Ciência e Tecnologia, Saúde e Relações Exteriores. Os temas a serem pesquisados incluem Tecnologia para Inclusão, Saúde, Sistemas Embarcados e Crescimento Sustentável.

ENCONTROS – A delegação brasileira conversou com o grupo consultivo da União Europeia (ISTAG) e com grandes empresas internacionais. A comissão também fiz visitas técnicas a dois dos mais modernos laboratórios de tecnologia do mundo, o IMEC e o NESSI. “Esses centros são muito mais desenvolvidos do que empresas como a Intel, por exemplo. Eles já estão pensando em produtos dez anos à frente”, diz Jorge Fernandes.

Ele afirma que a viagem abriu muitas portas para o Brasil. “A idei! a é que objetos relevantes estejam conectados à internet. Por exemplo, um relógio, ou mesmo uma caneta com troca de informações constante. Mas os pesquisadores precisam pensar também nos problemas de segurança, gerenciamento e gasto de energia, essa é a porta pela qual o Brasil deve entrar”, explica o professor.

O proximo passo é criar políticas e estabelecer parcerias com outras universidades brasileiras para a construção de projetos. O pedido de instalação do Centro de Pesquisas em TICs já foi encaminhado ao gabinete do reitor. Em setembro, a delegação europeia visita o Brasil para dar continuidade à agenda de pesquisas.

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