TV japonesa grava programa em usinas do Grupo Arakaki

A emissora de TV japonesa NHK está preparando um especial sobre o crescimento de São Paulo devido ao agronegócio do interior, especificamente o etanol, que será exibido em fevereiro naquele país. O programa, que será veiculado em rede nacional, terá a duração de 50 minutos.

A equipe chegou ao Brasil no dia 23 de outubro e ficará até o dia 15 de dezembro. Neste período serão captadas imagens para edição de reportagens especiais para o programa NHK Special.

Segundo Ana Suzuki, uma das produtoras que está acompanhando a equipe, este programa é de alta credibilidade e é assistido semanalmente por aproximadamente 10 milhões de telespectadores. O público-alvo é composto por políticos, diretores de empresas e pessoas de grande influência.

A Alcoeste e a Usina Ouroeste foram escolhidas pela NHK para mostrar a produção brasileira de etanol. A equipe japonesa ficou cinco dias em Fernandópolis, onde foi recepcionada pela família Arakaki. “Para mim é um grande orgulho nossa família ser a personagem principal do programa, pois somos os únicos produtores brasileiros de etanol com ascendência japonesa”, disse Kosuke Arakaki.

Os integrantes da equipe da NHK fizeram questão de participar de uma reunião entre o

Grupo Arakaki e a Brenco, empresa que construirá o poliduto que passará por Fernandópolis e servirá para escoar a produção de etanol das usinas da região ao Porto de Santos.

“Foi no Porto de Santos que meus pais desembarcaram no Brasil, onde nossa história começou. Por isso, o fato do etanol que produzimos chegar ao porto para ser transportado a vários países tem para nós um valor emocional muito grande. Com certeza nosso produto em breve estará sendo exportado também para o Japão”, comentou Kosuke.

O empresário fez questão de nas gravações dizer aos japoneses que o etanol brasileiro é de altíssima qualidade e que eles podem confiar no produto. “A Toyota e a Honda já estão produzindo carros flex aqui no Brasil e isso quer dizer que o etanol brasileiro em breve será utilizado também no Japão, pois os japoneses não têm motivos para desconfiarem de nosso produto, pelo contrário, os carros produzidos por eles têm um altíssimo desempenho com o nosso etanol”, concluiu Arakaki.

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