Tecnologia muda conceitos no tratamento do caldo

As exigências dos mercado externo e interno em relação à qualidade do açúcar estão obrigando empresários do setor a investir em novos tecnologias que trabalham com modernos conceitos no tratamento do caldo. Equipamentos de aço inox, agitadores que uniformizam o tamanho dos cristais e peneiras rotativas estão mudando os paradigmas de qualidade da indústria do açúcar. Os decantadores rápidos, que reduzem o tempo de retenção com a finalidade de proporcionar menor inversão e redução na cor do caldo, é outro avanço. Mas não é só isto. Há, também processos inovadores e diferenciados, como a tecnologia de flotação do xarope baseada no sistema de aeração Air-Jet, que possibilita uma maior capacidade de processamento com a utilização de uma menor quantidade de produtos químicos.

O controle de todas as etapas do processo de produção e a análise constante da qualidade da matéria-prima são, também, fundamentais. Investimentos em automação tornam-se importantes na busca de resultados — em termos de qualidade e produtividade — cada vez mais competitivos.

Para o diretor industrial da Usina São João, de Araras (SP), o engenheiro José Ieda Neto, a obtenção de um açúcar de primeira linha depende de um bom entrosamento entre a área industrial e agrícola. Afinal, o fornecimento de uma cana de boa qualidade, fresca, bem tratada, colhida com poucas horas de queima e pequena quantidade de impurezas, é o que assegura uma matéria-prima adequada para facilitar o tratamento do caldo. Segundo ele, a área industrial deve fazer a sua parte com muito cuidado, o que inclui moer bem, separar o bagacilho, fazer boa sulfitação, controlar o pH de maneira correta e com precisão, entre outros itens.

Confira a matéria completa na edição de junho do JornalCana.

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