Sustentabilidade no agronegócio

Muito se tem abordado sobre sustentabilidade nas indústrias de base, transformação e leve, além do segmento de comércio, notadamente nas grandes redes de varejo. Porém, trata-se pouco da criação de valor advindo do desenvolvimento econômico, ambiental e social no setor de agronegócios. A área detém 37% do total de empregos no País e 25% da produção brasileira. São índices relevantes e que denotam a importância de se estabelecer também nesse setor padrões de excelência atrelados à sustentabilidade socioambiental.

As práticas de agronegócio de maneira responsável se estabelecem essencialmente no avanço social do campo. Incluem o respeito pleno às prerrogativas legais dos colaboradores, adequada remuneração do capital e visão mais ampla da estratégia empresarial. Contemplando, ainda, o relacionamento com a comunidade em que a organização atua, visando ao seu desenvolvimento educacional e econômico.

Dentro das empresas de agronegócio, o item sustentabilidade tem componentes importantes de interfaceamento, como o consumo de energia das propriedades, a utilização dos subprodutos para produção interna de insumos, o uso de defensivos agrícolas em larga escala e o destino dos resíduos gerados nas máquinas de processamento. O campo, por outro lado, modernizou-se — tanto tecnologicamente quanto nas relações humanas —, representando enorme avanço na produtividade e na forma da relação do homem com a terra, que era extremamente primitiva e precária, desde o manuseio do solo até a colheita, caracterizando, muitas vezes, estado de escravidão ou semi-escravidão.

O aumento do consumo de produtos agrícolas no Brasil e em países em desenvolvimento e as novas fronteiras da área são fatores positivos e que exigem visão mais atenta ao agronegócio. Especificamente no Brasil, porém, o custo de distribuição elevada acarreta reveses ao crescimento. É preciso à implementação prática dos planos de melhoria da propalada infra-estrutura rodoviária, ferroviária e portuária, para melhor escoamento – e barateamento – da produção.

O setor deve incorporar os aspectos do sistema de informação para a sustentabilidade do negócio. A contabilidade financeira, a controladoria, a análise de resultados internos e a comparação com outros mercados são o começo para a adoção da sustentabilidade econômica e posterior ganho de vantagem competitiva. Considerações de ordem social e ambiental na definição dos negócios e operações são hoje prioritárias para a perenidade das empresas. O agronegócio não pode ficar fora dessa.

*Adriana Marques Dias é gerente de Capacitação e Treinamento da Trevisan Outsourcing e professora da Trevisan Escola de Negócios.

E-mail: adriana.dias@trevisan.com.br

Sustentabilidade no agronegócio

Muito se tem abordado sobre sustentabilidade nas indústrias de base, transformação e leve, além do segmento de comércio, notadamente nas grandes redes de varejo. Porém, trata-se pouco da criação de valor advindo do desenvolvimento econômico, ambiental e social no setor de agronegócios. A área detém 37% do total de empregos no País e 25% da produção brasileira. São índices relevantes e que denotam a importância de se estabelecer também nesse setor padrões de excelência atrelados à sustentabilidade socioambiental.

As práticas de agronegócio de maneira responsável se estabelecem essencialmente no avanço social do campo. Incluem o respeito pleno às prerrogativas legais dos colaboradores, adequada remuneração do capital e visão mais ampla da estratégia empresarial. Contemplando, ainda, o relacionamento com a comunidade em que a organização atua, visando ao seu desenvolvimento educacional e econômico.

Dentro das empresas de agronegócio, o item sustentabilidade tem componentes importantes de interfaceamento, como o consumo de energia das propriedades, a utilização dos subprodutos para produção interna de insumos, o uso de defensivos agrícolas em larga escala e o destino dos resíduos gerados nas máquinas de processamento. O campo, por outro lado, modernizou-se — tanto tecnologicamente quanto nas relações humanas —, representando enorme avanço na produtividade e na forma da relação do homem com a terra, que era extremamente primitiva e precária, desde o manuseio do solo até a colheita, caracterizando, muitas vezes, estado de escravidão ou semi-escravidão.

O aumento do consumo de produtos agrícolas no Brasil e em países em desenvolvimento e as novas fronteiras da área são fatores positivos e que exigem visão mais atenta ao agronegócio. Especificamente no Brasil, porém, o custo de distribuição elevada acarreta reveses ao crescimento. É preciso à implementação prática dos planos de melhoria da propalada infra-estrutura rodoviária, ferroviária e portuária, para melhor escoamento – e barateamento – da produção.

O setor deve incorporar os aspectos do sistema de informação para a sustentabilidade do negócio. A contabilidade financeira, a controladoria, a análise de resultados internos e a comparação com outros mercados são o começo para a adoção da sustentabilidade econômica e posterior ganho de vantagem competitiva. Considerações de ordem social e ambiental na definição dos negócios e operações são hoje prioritárias para a perenidade das empresas. O agronegócio não pode ficar fora dessa.

*Adriana Marques Dias é gerente de Capacitação e Treinamento da Trevisan Outsourcing e professora da Trevisan Escola de Negócios.

E-mail: adriana.dias@trevisan.com.br

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