SP quer diversificar matriz energética, diz secretário

O governo estadual quer diversificar a matriz energética de São Paulo, reduzindo a dependência da hidreletricidade ao estimular fontes alternativas como bagaço de cana-de-açúcar, luz solar e, principalmente, gás natural.

O governo paulista também pretende que cada vez mais indústrias e grandes estabelecimentos comerciais passem a gerar a própria energia durante o horário de pico (17 horas às 20 horas). No entanto, conforme o secretário de Energia, José Aníbal, essa disposição não significa que o Estado irá oferecer benefícios fiscais aos consumidores, já que “a própria economia obtida da cogeração serve como estímulo”.

De acordo com o secretário, a energia gerada pelos grandes consumidores pode ficar até sete vezes mais barata. “A cogeração de energia alivia pressão da rede elétrica nos horários de pico e barateia a energia”, afirma, ao defender o uso tanto do gás natu ral quanto do etanol nos geradores.

O secretário diz também que a secretaria tem apoiado e participado de estudos feitos para analisar as possibilidades energéticas que se abrem com a exploração do pré-sal e o gás natural retirado da Bacia de Santos. Além disso, diz Aníbal, está em curso um mapeamento no Estado de regiões próprias para a geração de energia eólica, solar e a partir do lixo e do bagaço de cana-de-açúcar.

Quanto a investimentos no setor relativos a transmissão e distribuição de energia, Aníbal afirma que eles são atribuições do governo federal e das concessionárias. “O que cabe ao governo paulista é fiscalizar o atendimento ao consumidor. Nosso foco é dar satisfação ao usuário, que paga imposto”, diz.

Ele, porém, afirma que o Estado pede melhorias no sistema. Cita, como exemplo, pressão sobre a AES Eletropaulo para trocar os fios dos postes urbanos por modelos que oferecem maior resistência a chuvas e ventos. Diz ainda que busca antecipar o funcionamento da subestação Piratininga 2, em Interlagos, zona sul da capital paulista, prevista para fevereiro de 2012.

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