Somente unidos seremos vencedores

No ano de 2000 tivemos bons preços para açúcar e álcool, mas há uma previsão para o ano que vem de que teremos outra grande crise nos preços dos produtos, como aconteceu em 98 e 99. No momento em que o preço do petróleo está em torno de 30 dólares o barril e que nós estamos com escassez de álcool, a mistura na gasolina baixou de 24 para 20%. Caso estivéssemos unidos e organizados, poderíamos estar com 30% de álcool na mistura da gasolina e uns 3% no diesel. Com isso, estaríamos ajudando a balança de pagamento do país e dando emprego a muitos camponeses. Acredito que nos últimos 5 anos, as empresas sucroalcooleiras dispensaram umas 400 mil pessoas que engrossaram o movimento do MST e as favelas. Este MST é dirigido por comunistas que se orientam pela doutrina de Chê Guevara, são comandados por Fidel Castro e financiados por guerrilheiros da Colômbia que dispõem de recursos do narcotráfico e querem transformar os nossos camponeses em guerrilheiros comunistas.

Por outro lado, muitos companheiros estão entusiasmadíssimos com a cogeração de energia. Estive há poucos dias visitando a Usina Vale do Rosário, onde fui fidalgamente recebido pelo senhor Cícero Junqueira e fiquei deveras entusiasmado com a quantidade de energia que se pode sacar do bagaço da cana. Mas não vamos pensar que a cogeração é uma panacéia que vai resolver todos os nossos problemas. Para cogerar energia é necessário grande investimento e só podemos gerar energia enquanto durar a safra. Para gerar durante a entressafra, usando gás natural, é impraticável. Para isso, necessitaríamos do interesse e apoio do Governo. Havendo união da classe e parceria com o Governo, poderíamos criar uma maneira de estabilizarmos os mercados, conseguindo que nos anos de grande safra de cana a quantidade de álcool na gasolina fosse de 30% e mais uns 3% no óleo diesel.

Sou acionista de 4 usinas, duas no Nordeste e duas no Mato Grosso do Sul. Na usina Estiva usamos 7 ½ % de álcool anidro no diesel sem aditivo em um caminhão Mercedes Benz e trabalhamos com ele durante mais de um ano com um consumo idêntico ao do diesel puro. Talvez o álcool , embora com um poder calorífico menor, ajude na combustão mais completa do diesel. Nos meus dois carros particulares, uso cerca de 33% de álcool, sem problema. Temos também que tentar exportar álcool para vários países.

É incrível que uma classe que abastece o Brasil de açúcar, que exporta entre 5 milhões e 11 milhões de toneladas do produto, que fabrica mais de 12 bilhões de litros de álcool, que tem um grande potencial para cogerar energia e empregue 1 milhão e .200 mil pessoas seja tão desprestigiada pela opinião pública e Governo, somente porque é desunida. A união da classe de usineiros tem que começar pelo estado de São Paulo que é o grande produtor de cana do país. A partir daí, os outros estados vão aderindo. Precisamos de parceria do Governo e da Petrobras para termos um futuro mais próspero. Como estamos, somos um barco sem rumo.

Somente unidos seremos vitoriosos.

Vinício Tavares de Melo é membro do Conselho

de Administração do Grupo Tavares de Melo

Copyright© 2000 – Cana Web/JornalCana. Todos os direitos reservados.

É proibida reprodução, cópia ou disponibilização pública sem autorização.

Somente unidos seremos vencedores

No ano de 2000 tivemos bons preços para açúcar e álcool, mas há uma previsão para o ano que vem de que teremos outra grande crise nos preços dos produtos, como aconteceu em 98 e 99. No momento em que o preço do petróleo está em torno de 30 dólares o barril e que nós estamos com escassez de álcool, a mistura na gasolina baixou de 24 para 20%. Caso estivéssemos unidos e organizados, poderíamos estar com 30% de álcool na mistura da gasolina e uns 3% no diesel. Com isso, estaríamos ajudando a balança de pagamento do país e dando emprego a muitos camponeses. Acredito que nos últimos 5 anos, as empresas sucroalcooleiras dispensaram umas 400 mil pessoas que engrossaram o movimento do MST e as favelas. Este MST é dirigido por comunistas que se orientam pela doutrina de Chê Guevara, são comandados por Fidel Castro e financiados por guerrilheiros da Colômbia que dispõem de recursos do narcotráfico e querem transformar os nossos camponeses em guerrilheiros comunistas.

Por outro lado, muitos companheiros estão entusiasmadíssimos com a cogeração de energia. Estive há poucos dias visitando a Usina Vale do Rosário, onde fui fidalgamente recebido pelo senhor Cícero Junqueira e fiquei deveras entusiasmado com a quantidade de energia que se pode sacar do bagaço da cana. Mas não vamos pensar que a cogeração é uma panacéia que vai resolver todos os nossos problemas. Para cogerar energia é necessário grande investimento e só podemos gerar energia enquanto durar a safra. Para gerar durante a entressafra, usando gás natural, é impraticável. Para isso, necessitaríamos do interesse e apoio do Governo. Havendo união da classe e parceria com o Governo, poderíamos criar uma maneira de estabilizarmos os mercados, conseguindo que nos anos de grande safra de cana a quantidade de álcool na gasolina fosse de 30% e mais uns 3% no óleo diesel.

Sou acionista de 4 usinas, duas no Nordeste e duas no Mato Grosso do Sul. Na usina Estiva usamos 7 ½ % de álcool anidro no diesel sem aditivo em um caminhão Mercedes Benz e trabalhamos com ele durante mais de um ano com um consumo idêntico ao do diesel puro. Talvez o álcool , embora com um poder calorífico menor, ajude na combustão mais completa do diesel. Nos meus dois carros particulares, uso cerca de 33% de álcool, sem problema. Temos também que tentar exportar álcool para vários países.

É incrível que uma classe que abastece o Brasil de açúcar, que exporta entre 5 milhões e 11 milhões de toneladas do produto, que fabrica mais de 12 bilhões de litros de álcool, que tem um grande potencial para cogerar energia e empregue 1 milhão e .200 mil pessoas seja tão desprestigiada pela opinião pública e Governo, somente porque é desunida. A união da classe de usineiros tem que começar pelo estado de São Paulo que é o grande produtor de cana do país. A partir daí, os outros estados vão aderindo. Precisamos de parceria do Governo e da Petrobras para termos um futuro mais próspero. Como estamos, somos um barco sem rumo.

Somente unidos seremos vitoriosos.

Vinício Tavares de Melo é membro do Conselho

de Administração do Grupo Tavares de Melo

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Somente unidos seremos vencedores

No ano de 2000 tivemos bons preços para açúcar e álcool, mas há uma previsão para o ano que vem de que teremos outra grande crise nos preços dos produtos, como aconteceu em 98 e 99. No momento em que o preço do petróleo está em torno de 30 dólares o barril e que nós estamos com escassez de álcool, a mistura na gasolina baixou de 24 para 20%. Caso estivéssemos unidos e organizados, poderíamos estar com 30% de álcool na mistura da gasolina e uns 3% no diesel. Com isso, estaríamos ajudando a balança de pagamento do país e dando emprego a muitos camponeses. Acredito que nos últimos 5 anos, as empresas sucroalcooleiras dispensaram umas 400 mil pessoas que engrossaram o movimento do MST e as favelas. Este MST é dirigido por comunistas que se orientam pela doutrina de Chê Guevara, são comandados por Fidel Castro e financiados por guerrilheiros da Colômbia que dispõem de recursos do narcotráfico e querem transformar os nossos camponeses em guerrilheiros comunistas.

Por outro lado, muitos companheiros estão entusiasmadíssimos com a cogeração de energia. Estive há poucos dias visitando a Usina Vale do Rosário, onde fui fidalgamente recebido pelo senhor Cícero Junqueira e fiquei deveras entusiasmado com a quantidade de energia que se pode sacar do bagaço da cana. Mas não vamos pensar que a cogeração é uma panacéia que vai resolver todos os nossos problemas. Para cogerar energia é necessário grande investimento e só podemos gerar energia enquanto durar a safra. Para gerar durante a entressafra, usando gás natural, é impraticável. Para isso, necessitaríamos do interesse e apoio do Governo. Havendo união da classe e parceria com o Governo, poderíamos criar uma maneira de estabilizarmos os mercados, conseguindo que nos anos de grande safra de cana a quantidade de álcool na gasolina fosse de 30% e mais uns 3% no óleo diesel.

Sou acionista de 4 usinas, duas no Nordeste e duas no Mato Grosso do Sul. Na usina Estiva usamos 7 ½ % de álcool anidro no diesel sem aditivo em um caminhão Mercedes Benz e trabalhamos com ele durante mais de um ano com um consumo idêntico ao do diesel puro. Talvez o álcool , embora com um poder calorífico menor, ajude na combustão mais completa do diesel. Nos meus dois carros particulares, uso cerca de 33% de álcool, sem problema. Temos também que tentar exportar álcool para vários países.

É incrível que uma classe que abastece o Brasil de açúcar, que exporta entre 5 milhões e 11 milhões de toneladas do produto, que fabrica mais de 12 bilhões de litros de álcool, que tem um grande potencial para cogerar energia e empregue 1 milhão e .200 mil pessoas seja tão desprestigiada pela opinião pública e Governo, somente porque é desunida. A união da classe de usineiros tem que começar pelo estado de São Paulo que é o grande produtor de cana do país. A partir daí, os outros estados vão aderindo. Precisamos de parceria do Governo e da Petrobras para termos um futuro mais próspero. Como estamos, somos um barco sem rumo.

Somente unidos seremos vitoriosos.

Vinício Tavares de Melo é membro do Conselho

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