Sistematização da área exige a adoção de novas estratégias

Renato Anselmi, de Campinas, SP

O aumento das operações mecanizadas também exige novas estratégias na sistematização da área quando se pensa em práticas conservacionistas. Devem ser consideradas nessas estratégias – explica o professor da Unesp – a redução da mobilização e da desestruturação do solo, o aumento da capacidade operacional das máquinas agrícolas e a melhoria da conservação do solo e da água nos canaviais.

Na sistematização da área, existe uma tendência em áreas de expansão e renovação de canaviais da eliminação parcial ou total de terraços e ainda da adoção da sulcação de maior comprimento para facilitar e aumentar a capacidade operacional das máquinas, comenta.

Marcílio Martins Filho lembra que há atualmente um grande interesse pela canteirização do canavial, ou seja, a realização de um preparo conservacionista localizado para o qual é indispensável o uso de piloto automático, “Os rodados sempre deverão trafegar, nesse caso, numa mesma posição evitando-se o pisoteio da cultura de cana-de-açúcar”, afirma.

Preparo do solo e plantio em contorno, cultivo mínimo, plantio direto, distribuição adequada dos caminhos (estradas e carreadores), terraceamento, subsolagem, bacias de retenção, bigodes estão entre as práticas mecânicas que fazem parte de um planejamento conservacionista – detalha.

De maneira geral, as práticas de conservação do solo e da água deverão ser feitas em função dos aspectos ambientais e socioeconômicos de cada propriedade e região, diz o professor da Unesp. Florestamento e reflorestamento, rotação de culturas, cobertura morta, manutenção da palha na superfície do solo, faixa de bordadura, cultura em faixa, adubação verde, química e orgânica, manejo do mato estão entre os procedimentos que devem ser considerados – exemplifica.

A matéria completa você acompanha na edição 251 do JornalCana.

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