Sindicato goiano defende a retomada do Proálcool

O Sindicato da Indústria de Fabricação de Álcool de Goiás (Sifaeg) vai entregar aos pré-candidatos ao governo estadual documento em defesa de uma nova política de incentivo à produção de álcool, visando a redução da dependência externa em um setor estratégico e a geração de empregos. Os presidenciáveis Luiz Inácio Lula da Silva (PT), José Serra (PSDB), Anthony Garotinho (PSB) e Ciro Gomes (PPS) deverão receber proposta semelhante, a ser entregue por representantes nacionais da indústria do setor. A idéia é acrescentar anualmente à frota nacional de carros a álcool cerca de 270 mil veículos e absorver uma produção correspondente a quase 648 milhões de litros de álcool hidratado (cerca de 10,8% da produção atual). Em Goiás, isso significaria produzir 21,4 milhões de litros de etanol, considerando-se uma participação do Estado em torno de 3% na produção nacional.

Os números poderiam ser alcançados praticamente sem investimentos adicionais, afirma o presidente do Sifaeg, Leonardo Jayme de Arimatéia, já que a indústria opera em Goiás com ociosidade média de 35%. Na verdade, com algum estímulo tributário, expresso em alíquotas do ICMS, por exemplo, inferiores aos 25% cobrados hoje, os avanços poderiam ser maiores.

Demanda – Jayme estima que as usinas goianas têm capacidade para esmagar em torno de 15 milhões de toneladas de cana, cerca de 53% acima das 9,8 milhões de toneladas que esperam moer neste ano-safra, que so começou em abril. `Nosso principal desafio será convencer as montadoras a, pelo menos, oferecerem a opção do carro a álcool ao consumidor`, sustenta Jayme.

O projeto a ser apresentado aos candidatos contempla um esforço imediato para que se cumpra a legislação que obriga o uso de carros a álcool nas frotas oficiais e cativas. Só aqui, haveria espaço para a produção de 200 mil veículos. (Gazeta Mercantil)

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