Sindaçúcar descarta álcool a R$ 2 no Estado

O Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Pernambuco (Sindaçúcar) rebateu, através de uma nota oficial, as previsões do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Pernambuco (Sindicombustíveis-PE) de que o preço do litro do álcool nas bombas pernambucanas deverá romper a barreira dos R$ 2 nos próximos dias. Segundo o Sindaçúcar, “especular em torno de um possível aumento é mera futurologia.”

As revendas argumentam, por sua vez, que na semana passada amargaram uma alta de R$ 0,10 praticada pelas distribuidoras e que a expectativa era de mais elevações. Na Bahia, por exemplo, o litro do etanol está custando R$ 2,19. Atualmente, abastecer com álcool é menos vantajoso do ponto de vista financeiro para o motorista pernambucano.

Para ser mais atraente, o litro do álcool deve custar, no máximo, 70% do valor cobrado pelo litro da gasolina. Isso porque o rendimento do derivado da cana-de-açúcar no Brasil equivale justamente a 70% do combustível fóssil obtido através do petróleo.

A última pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), mostra que, em média, o litro do etanol tem sido vendido a R$ 1,873 no Estado. Para ser mais interessante deveria custar até R$ 1,857, já que o litro da gasolina tem saído por R$ 2,653.

O Sindaçúcar explicou que “o consumidor preocupado com as questões ambientais consome etanol em nome da preservação do meio ambiente, poupando o planeta do ônus ambiental causado pelo consumo da gasolina (quebram o atual paradigma de até 70% do preço)”. Além de que “o preço da gasolina ainda não disparou em alta pelo fato de que o etanol anidro, outro tipo de etanol, ter sido incorporado (ao combustível fóssil) em 25%”.

A comparação com o mercado baiano também seria equivocada, acrescenta o Sindaçúcar. “A Bahia tem uma produção baixíssima, importando rotineira mente o combustível de Minas Gerais e Alagoas. Sendo assim, não pode servir de parâmetro para Pernambuco, que é autossuficiente e ainda exporta para Estados como o Ceará e Maranhão.”

O Sindicombustíveis-PE apresenta como motivos para o encarecimento do etanol a maior produção de açúcar em detrimento de álcool, a queda de até 9% na safra 2010/2011 em Pernambuco e o crescimento na demanda. Já para o Sindaçúcar, o principal fator para a alta é a elevação vertiginosa no consumo. E ataca as distribuidoras: “como não quiseram fazer estoques, agora precisariam rever suas margens para baixo. No entanto, elas querem manter essas margens imutáveis em qualquer situação.”

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