Setor canavieiro de Pernambuco investe na produção de açúcar

O setor sucroalcooleiro de Pernambuco está investindo pesado no segmento açucareiro em função da recuperação dos preços do produto e as perspectivas para a safra 2003/2004. As usinas locais estão injetando recursos em novos equipamentos destinados a melhorar a produtividade e na diversificação do mix de produtos. “Existem dois fatores para isso. A alta do dólar que tornou o nosso produto mais competitivo no mercado internacional e a safra menor que a esperada nos estados do Sudeste. Existia uma previsão de que a safra no Centro-Sul girasse em torno de 330 milhões de toneladas. A safra deve ficar bem abaixo deste volume”, diz o consultor Getúlio Bezerra.

Esta expectativa sobre a safra da região Sudeste, segundo o consultor, foi um dos principais fatores para o preço do produto sofresse uma redução nos contratos previstos para esta safra. “Esperava-se um crescimento em torno de 20% na safra daquela região sobre a safra passada. Hoje esta expectativa caiu para 5%. Com menos oferta o preço subiu acompanhando o dólar e o preço em dólar também subiu. Isto tem levado muitas empresas a apressarem seus cronogramas de investimentos”, diz Bezerra.

Esta pressa é explicada em função de que os produtores do Sul e Sudeste não devem conseguir uma recuperação da safra perdida antes de 2004. Além da quebra de expectativa aquelas regiões vem passando por uma série de problemas climáticos que tem afetado a área plantada. Estes fatores, acredita o consultor, devem fazer com que o preço do açúcar permaneça em alta durante a próxima safra. A maior parte dos projetos de melhoria de competitividade e de aumento da produção de açúcar estão sendo custeados por recursos próprios das empresas.

“Investimos cerca de R$ 1,3 milhão apenas na indústria. Os recursos foram destinados a obter um melhor rendimento das caldeiras e melhorias na produção de açúcar. Antes dos investimentos não conseguíamos moer a meta de 330 toneladas de cana/hora. Quando isso acontecia tínhamos que desviar parte do caldo para a destilaria. Antes 85% do caldo era destinado à produção de açúcar. Agora podemos chegar a 100%”, diz o diretor e assessor da presidência da Usina Cucaú, Afrânio Tavares.

A Cucaú substituiu as paredes de água convencionais das caldeiras por painéis aletados, incluindo grelhas basculhantes e sistemas de automação da produção. Com isso a empresa conseguiu aumentar o rendimento de calor entre 5% e 10% além de reduzir o custo anual de manutenção em até 30%. A parte de produção de açúcar, foram feitas reformas para tratamento do caldo, adquiridas novas peneiras para caldo, decantadores rápidos sem bandejas, caixas de evaporação além da compra de novas centrífugas de açúcar e sistemas de automação.

Vinculada

A retomada dos investimentos por parte do setor sucroalcooleiro em Pernambuco encontra expoente na usina Olho D Água. Localizada na Zona da Mata Sul de Pernambuco a usina investiu cerca de US$ 1,5 milhão em equipamentos e tecnologia destinadas a implantação de uma unidade de produção de açúcar refinado. A empresa espera moer aproximadamente 1,5 milhão de toneladas de cana e produzir 3 milhões de sacas de açúcar, 85% do tipo refinado.

“Existe uma certa recuperação nos preços do açúcar. Os preços melhoraram, em média, entre 10% e 15% dependendo do período em que os contratos foram fechados. No mercado interno o que melhorou foi o preço em dólar que saiu de R$ 2,60 para R$ 2,90 em junho”, diz o assessor da diretoria da Olho D Água, Alcemilton Sabino Maciel. De acordo com ele, o foco da usina nesta safra está direcionado para o mercado externo em função do maior valor agregado do produto, que chega a ser 10% superior ao do açúcar tipo demerara. Segundo Alcemilton, a entrada a usina no segmento de açúcar refinado garante uma certa prioridade no momento da comercialização em função da melhor qualidade do produto final. “Além disso, em um mundo globalizado, a variação tecnológica garante uma competitividade maior”, observa. A nova linha da usina tem capacidade para produzir até 22 mil sacas de açúcar/dia.

Além dos investimentos diretos em tecnologia e novas linhas de produção, a Olho D Água também aplicou cerca de R$ 13 milhões na construção de uma barragem própria e sistemas secundários. A barragem tem capacidade para armazenar até 18 milhões de metros cúbicos de água, suficiente para irrigar 5,2 mil hectares. O objetivo é garantir uma proteção adicional aos períodos de estiagem por que freqüentemente passa o Nordeste.

O objetivo é evitar perdas significativas que são registradas em toda a Zona da Mata pernambucana – área onde se concentram as plantações de cana – que por conta de sua topografia irregular não pode ser irrigada em sua grande maioria. Dos 315 mil hectares de cana cultivados em Pernambuco apenas 25% são irrigados. “Com a construção de barragens evitamos ficar exporto ao risco climático. Aliando isto à uma melhoria de competitividade conseguimos resultados positivos evitando os riscos da sazonalidade”, explica Alcemilton.

Setor canavieiro de Pernambuco investe na produção de açúcar

O setor sucroalcooleiro de Pernambuco está investindo pesado no segmento açucareiro em função da recuperação dos preços do produto e as perspectivas para a safra 2003/2004. As usinas locais estão injetando recursos em novos equipamentos destinados a melhorar a produtividade e na diversificação do mix de produtos. “Existem dois fatores para isso. A alta do dólar que tornou o nosso produto mais competitivo no mercado internacional e a safra menor que a esperada nos estados do Sudeste. Existia uma previsão de que a safra no Centro-Sul girasse em torno de 330 milhões de toneladas. A safra deve ficar bem abaixo deste volume”, diz o consultor Getúlio Bezerra.

Esta expectativa sobre a safra da região Sudeste, segundo o consultor, foi um dos principais fatores para o preço do produto sofresse uma redução nos contratos previstos para esta safra. “Esperava-se um crescimento em torno de 20% na safra daquela região sobre a safra passada. Hoje esta expectativa caiu para 5%. Com menos oferta o preço subiu acompanhando o dólar e o preço em dólar também subiu. Isto tem levado muitas empresas a apressarem seus cronogramas de investimentos”, diz Bezerra.

Esta pressa é explicada em função de que os produtores do Sul e Sudeste não devem conseguir uma recuperação da safra perdida antes de 2004. Além da quebra de expectativa aquelas regiões vem passando por uma série de problemas climáticos que tem afetado a área plantada. Estes fatores, acredita o consultor, devem fazer com que o preço do açúcar permaneça em alta durante a próxima safra. A maior parte dos projetos de melhoria de competitividade e de aumento da produção de açúcar estão sendo custeados por recursos próprios das empresas.

“Investimos cerca de R$ 1,3 milhão apenas na indústria. Os recursos foram destinados a obter um melhor rendimento das caldeiras e melhorias na produção de açúcar. Antes dos investimentos não conseguíamos moer a meta de 330 toneladas de cana/hora. Quando isso acontecia tínhamos que desviar parte do caldo para a destilaria. Antes 85% do caldo era destinado à produção de açúcar. Agora podemos chegar a 100%”, diz o diretor e assessor da presidência da Usina Cucaú, Afrânio Tavares.

A Cucaú substituiu as paredes de água convencionais das caldeiras por painéis aletados, incluindo grelhas basculhantes e sistemas de automação da produção. Com isso a empresa conseguiu aumentar o rendimento de calor entre 5% e 10% além de reduzir o custo anual de manutenção em até 30%. A parte de produção de açúcar, foram feitas reformas para tratamento do caldo, adquiridas novas peneiras para caldo, decantadores rápidos sem bandejas, caixas de evaporação além da compra de novas centrífugas de açúcar e sistemas de automação.

Vinculada

A retomada dos investimentos por parte do setor sucroalcooleiro em Pernambuco encontra expoente na usina Olho D Água. Localizada na Zona da Mata Sul de Pernambuco a usina investiu cerca de US$ 1,5 milhão em equipamentos e tecnologia destinadas a implantação de uma unidade de produção de açúcar refinado. A empresa espera moer aproximadamente 1,5 milhão de toneladas de cana e produzir 3 milhões de sacas de açúcar, 85% do tipo refinado.

“Existe uma certa recuperação nos preços do açúcar. Os preços melhoraram, em média, entre 10% e 15% dependendo do período em que os contratos foram fechados. No mercado interno o que melhorou foi o preço em dólar que saiu de R$ 2,60 para R$ 2,90 em junho”, diz o assessor da diretoria da Olho D Água, Alcemilton Sabino Maciel. De acordo com ele, o foco da usina nesta safra está direcionado para o mercado externo em função do maior valor agregado do produto, que chega a ser 10% superior ao do açúcar tipo demerara. Segundo Alcemilton, a entrada a usina no segmento de açúcar refinado garante uma certa prioridade no momento da comercialização em função da melhor qualidade do produto final. “Além disso, em um mundo globalizado, a variação tecnológica garante uma competitividade maior”, observa. A nova linha da usina tem capacidade para produzir até 22 mil sacas de açúcar/dia.

Além dos investimentos diretos em tecnologia e novas linhas de produção, a Olho D Água também aplicou cerca de R$ 13 milhões na construção de uma barragem própria e sistemas secundários. A barragem tem capacidade para armazenar até 18 milhões de metros cúbicos de água, suficiente para irrigar 5,2 mil hectares. O objetivo é garantir uma proteção adicional aos períodos de estiagem por que freqüentemente passa o Nordeste.

O objetivo é evitar perdas significativas que são registradas em toda a Zona da Mata pernambucana – área onde se concentram as plantações de cana – que por conta de sua topografia irregular não pode ser irrigada em sua grande maioria. Dos 315 mil hectares de cana cultivados em Pernambuco apenas 25% são irrigados. “Com a construção de barragens evitamos ficar exporto ao risco climático. Aliando isto à uma melhoria de competitividade conseguimos resultados positivos evitando os riscos da sazonalidade”, explica Alcemilton.

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