São Paulo tem a maior deflação em mais de 3 anos, diz Fipe

A inflação na cidade de São Paulo registrou no mês de junho deflação de 0,16%, a menor taxa desde fevereiro de 2000, segundo a Fipe. Em maio, o índice havia apontado inflação de 0,31%. Na semana anterior, a inflação havia se aproximado de zero, ficando em 0,09%.

O indicador é importante porque mostra que a queda nos preços no atacado finalmente chegou ao consumidor. O IGP-M, principal índice de preços praticados entre produtores, já vinha há quase dois meses mostrando deflação. No entanto, o índice da Fipe divulgado hoje foi o primeiro a mostrar deflação ao consumidor na cidade de São Paulo.

A alegria do consumidor, porém, vai durar pouco. A previsão da Fipe, responsável pela medição do IPC (Índice de Preços ao Consumidor), é de que os aumentos já anunciados de tarifas de telefonia, energia e pedágio provoquem um novo repique inflacionário nos meses de julho e agosto. Ou seja, boa notícia novamente, só em setembro.

Mesmo assim, se o resultado de junho for confirmado pelo índice de preços ao consumidor do IBGE, que serve de referência para o governo, existe a possibilidade de um corte maior nos juros.

Entre os grupos pesquisados pela Fipe nos últimos 30 dias, destacam-se as variações dos Alimentos e Transportes, que registraram deflação de 1,35% e 0,95%, respectivamente. Os demais grupos, apresentaram as seguintes variações: Vestuário (1,09%), Saúde (0,81%) Habitação (0,47%), Despesas Pessoais (0,23%) e Educação (0,22%).

A Fipe calcula o IPC no município de São Paulo para as famílias com renda entre 1 e 20 salários mínimos.

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