A saída é rodar o PDCA

O setor sucroenergético entrou no terceiro trimestre de 2016 demonstrando que as grandes companhias ainda hesitam em partir para grandes e ousados investimentos. Em seu apoio estão as associações de classe, que entendem que não é tempo de abrir a torneira agora e correr o risco de vê-la secar durante a safra (veja matéria sobre investimentos nas páginas 25 e 26).

Mas, engana-se quem pensa que as usinas estão paradas. Continuam a investir, sim, mas priorizando o essencial, o aumento de produtividade e melhorias operacionais.

Nesta edição mostramos bons exemplos, como o da Usina Junco Novo, de Capela, SE, que, ao adotar um processo de seleção e introdução de leveduras mais produtivas, passou a contabilizar ganhos expressivos (veja matéria nas páginas 12 a 14).

A implantação de um novo sistema de gerenciamento está mudando a rotina de trabalho, melhorando processos, gerando resultados positivos e criando perspectivas promissoras para a Usina Petribu, de Lagoa de Itaenga, PE (veja matéria nas páginas 21 a 23).

O ciclo de gestão é baseado no PDCA – criado há 20 anos por Edward Deming – e tem o objetivo de controlar e melhorar processos e produtos de forma contínua por meio do planejamento, execução, checagem e ações corretivas.

Dada a complexidade da atividade sucroenergética, o PDCA deveria ser uma ferramenta básica de gestão de todas as usinas, da menor à maior. Já o sonho de todo executivo do setor é “rodar” o PDCA em todas as áreas da usina e em tempo real, incentivando e cobrando a atuação de todos os envolvidos. Assim como o software S-PAA já faz na área industrial (veja na página 17 porque a Guarani decidiu implantar este software, que otimiza cogeração e produção em tempo real).

Rodar o PDCA online é a única forma de extrair o máximo proveito dos recursos disponíveis, fazendo com que cada grama de ART e cada centavo investido revertam em lucro e sustentabilidade para a empresa e para toda a sociedade.

A saída é “rodar” o PDCA!

X