Safra encaminha negócios para as exportações

Depois de recompostos os estoques de álcool e de açúcar no mercado interno nas primeiras semanas da safra 2003/04, e chegando ao fim a segunda quinzena de maio, as usinas sucroalcooleiras do Centro-Sul já começam a reposicionar o foco de seus negócios para o mercado externo. Conforme analistas de mercado, os embarques de açúcar começaram a ganhar ritmo nos últimos dez dias.

O início desta safra foi atípico, em razão da guerra no Iraque, que ajudou a desestabilizar o câmbio. Como o setor está mais capitalizado, parte das usinas segurou o produto enquanto pôde. As usinas atrasaram as exportações no início de maio, mas devem colocar os mesmos volumes no mercado externo, ganhando maior ritmo nos próximos meses.

No mercado interno, as negociações seguem travadas, com as indústrias comprando volumes pequenos. A saca de 50 quilos do açúcar está próxima a R$ 28,19, segundo o Cepea/Esalq, e acumula desvalorização de 22% em maio.

Os preços internacionais, em contrapartida, mantêm-se praticamente estáveis, com ligeira queda de 0,1% no mês.

Para Salmeron Ratsbone, operador da União Corretora, o mercado interno está se ajustando aos preços de exportação. A paridade de remuneração ainda está a favor do mercado doméstico, mas, com a maior oferta, os negócios no país estão lentos.

Mesmo com a paridade a favor do mercado interno, os preços médios para exportação estão US$ 10 acima que no mesmo período do ano passado. Para o açúcar branco, a tonelada sai a US$ 155 (posto na usina paulista) e a US$ 140 o tipo demerara.

A expectativa é de que as usinas do Centro-Sul exportem 8% a menos nesta safra (cerca de 10,4 milhões de toneladas), de acordo com a Unica (União da Agroindústria Canavieira do Estado de São Paulo). No ano passado, os embarques foram de 13,3 milhões de toneladas, somando os volumes da região Nordeste.

Safra encaminha negócios para as exportações

Depois de recompostos os estoques de álcool e de açúcar no mercado interno nas primeiras semanas da safra 2003/04, e chegando ao fim a segunda quinzena de maio, as usinas sucroalcooleiras do Centro-Sul já começam a reposicionar o foco de seus negócios para o mercado externo. Conforme analistas de mercado, os embarques de açúcar começaram a ganhar ritmo nos últimos dez dias.

O início desta safra foi atípico, em razão da guerra no Iraque, que ajudou a desestabilizar o câmbio. Como o setor está mais capitalizado, parte das usinas segurou o produto enquanto pôde. As usinas atrasaram as exportações no início de maio, mas devem colocar os mesmos volumes no mercado externo, ganhando maior ritmo nos próximos meses.

No mercado interno, as negociações seguem travadas, com as indústrias comprando volumes pequenos. A saca de 50 quilos do açúcar está próxima a R$ 28,19, segundo o Cepea/Esalq, e acumula desvalorização de 22% em maio.

Os preços internacionais, em contrapartida, mantêm-se praticamente estáveis, com ligeira queda de 0,1% no mês.

Para Salmeron Ratsbone, operador da União Corretora, o mercado interno está se ajustando aos preços de exportação. A paridade de remuneração ainda está a favor do mercado doméstico, mas, com a maior oferta, os negócios no país estão lentos.

Mesmo com a paridade a favor do mercado interno, os preços médios para exportação estão US$ 10 acima que no mesmo período do ano passado. Para o açúcar branco, a tonelada sai a US$ 155 (posto na usina paulista) e a US$ 140 o tipo demerara.

A expectativa é de que as usinas do Centro-Sul exportem 8% a menos nesta safra (cerca de 10,4 milhões de toneladas), de acordo com a Unica (União da Agroindústria Canavieira do Estado de São Paulo). No ano passado, os embarques foram de 13,3 milhões de toneladas, somando os volumes da região Nordeste.

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