Safra é marcada pela venda maior de etanol e pela menor produção de açúcar

Foto: Unica/Divulgação

Desde o início da atual safra até o dia 30 de junho, a moagem alcançou 222,57 milhões de toneladas de cana de açúcar (crescimento de 11,60% na comparação com igual período do ciclo 2017/2018), com a fabricação de 9,75 milhões de toneladas de açúcar (- 12,10%) e 11,06 bilhões de litros de etanol.

O diretor da Unica Antonio de Padua explica que “apesar do aumento da produção de hidratado ter superado a marca de 75%, não foi observado nenhum problema generalizado até o momento relacionado à armazenagem física do produto.

“É importante mencionar que o último levantamento sobre a capacidade de estocagem de etanol indicou a existência de tanques com capacidade superior a 16 bilhões de litros nas unidades produtoras, e que a estocagem atual é inferior a 35% dessa capacidade”, acrescenta Padua.

No acumulado até 31 de junho o indicador de qualidade, é medido pelo ATR (concentração de Açúcares Totais Recuperáveis), atingiu 129,10 kg por tonelada, mantendo a alta de 4,84% em relação ao valor da safra 2017/2018.

“Os índices de qualidade verificados no final de junho deste ano só foram observados no início de agosto em anos anteriores. O clima seco favoreceu a concentração de açúcares na planta, mas deve prejudicar substancialmente o rendimento agrícola da lavoura a ser colhida nos próximos meses”, enfatiza Antonio de Padua.

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No acumulado desde o início da safra até 1º de julho, a produtividade agrícola ajustada pelo perfil de colheita observado no primeiro trimestre do ciclo 2017/2018 assinala uma sensível redução de 2,46% (80,02 toneladas por hectare versus 82,04 toneladas por hectare).

Vendas de etanol

O total de etanol comercializado pelas unidades produtoras em junho atingiu expressivos 2,62 bilhões de litros, sendo 2,52 bilhões de litros direcionados ao mercado doméstico e apenas 100,03 milhões de litros exportados.

No mercado interno, chama a atenção o crescimento registrado para as vendas de etanol hidratado. O volume vendido pelas usinas e destilarias do Centro-Sul registrou aumento de 47,80% em relação ao montante registrado em igual período do ano passado: 1,69 bilhão de litros em 2018 contra apenas 1,14 bilhão de litros de hidratado no último ano. No caso do anidro, as vendas permaneceram estáveis em junho, com 837,61 milhões de litros vendidos este ano ante 839,94 milhões de litros no ciclo 2017/2018.

Para o diretor Técnico da UNICA, “os preços do hidratado permanecem muito competitivos e o consumidor já percebeu a enorme economia que pode obter ao abastecer com etanol neste momento. Isso sem contar todos os benefícios ambientais promovidos pelo biocombustível.”

De fato, o levantamento de preços realizado pela ANP indica que o hidratado permanece muito favorável ao consumidor desde maio, mês em que a paridade média de preços entre o hidratado e a gasolina atingiu 65% – esse índice é muito abaixo da relação técnica de rendimento real dos combustíveis, em torno de 73%.

Os dados publicados pela ANP indicam ainda que nas últimas quatro semanas essa situação se intensificou nos principais estados consumidores – São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás. Todos os 212 municípios amostrados pela Agência apresentam atratividade econômica para o hidratado, sendo que em 90% dessas cidades a paridade registrada é inferior a 67%.

Como consequência dessa condição, as vendas acumuladas de etanol pelas usinas desde o início da atual safra até 1º de junho já atingiram 6,53 bilhões de litros, com 260,02 milhões de litros exportados e 6,27 bilhões de litros comercializados domesticamente – crescimento acumulado de 11,81% na comparação com igual período de 2017.

(Conteúdo produzido pela assessoria da Unica)

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