Riqueza que vem da terra

O show da agricultura brasileira vai além do Agrishow, um dos maiores eventos mundiais do setor agropecuário, realizado em Ribeirão Preto entre 28 de abril e 3 de maio deste ano. A capacidade do setor já está apresentando frutos saborosos, com safras cada vez maiores. O IBGE –Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em seu levantamento de março, afirma que a safra de 2002/03 poderá alcançar 113,62 milhões de toneladas, 2,42% superior à previsão de fevereiro. Caso essa previsão se confirme, a safra de 2002/03 poderá ser superior em 17% à produção obtida em 2001/02, de 97,134 milhões de toneladas.

E o bom desempenho no campo também tem chegado ao bolso do produtor. De acordo com a CNA – Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, o crescimento do segmento agrícola primário nos primeiros dez meses de 2002 e a recuperação da renda da pecuária levaram ao maior avanço do Produto Interno Bruto (PIB) já registrado pela agronegócio brasileiro. A renda global de todos os segmentos da agropecuária (básico, indústria, insumos e distribuição) aumentou 5,96% entre janeiro e outubro de 2002, projetando um PIB de R$ 365,53 bilhões.

O bom desempenho agropecuário também se reflete na balança comercial brasileira. Só no ano passado, as exportações do setor superaram as importações em US$ 20 bilhões, garantindo, dessa forma, o superávit de US$ 13 bilhões para o País.

O potencial agrícola brasileiro é reconhecido até no exterior, já que é um dos poucos países que tem espaço para crescer. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estima que o Brasil poderá destinar à atividade agropecuária mais 170 milhões de hectares – a mesma área ocupada por lavouras nos EUA. E parte dessa área é cerrado, um terreno que permite o uso de técnicas modernas de agricultura, como a colheita mecanizada.

Além de segundo maior produtor e exportador de soja, o Brasil ainda detém a maior produção mundial de açúcar, suco de laranja e café, tendo registrado aumento expressivo na criação e exportação de carnes bovina, de aves e suína – e tudo com qualidade reconhecida e com uma certificação que avança e nos permitirá driblar quaisquer barreiras fitossanitárias.

Com os programas para a modernização da frota de máquinas agrícolas e de infra-estrutura, existem avanços constantes não só na agroindústria, como também no transporte dos produtos.

As vantagens da agricultura brasileira, porém, esbarram no protecionismo dos países desenvolvidos, que inibe o aumento da nossa produção. O caso mais gritante é o do algodão, prejudicado pelos subsídios dos EUA. Outra barreira de peso é o subsídio à exportação de açúcar concedido pela União Européia, que distorce os mercados.

Vivemos uma conjuntura particularmente favorável: o presidente Lula tem dado demonstrações de priorizar a agricultura e o governador Geraldo Alckmin, na abertura da Agrishow, anunciou quatro medidas que deverão beneficiar o agronegócio paulista. São elas: a assinatura do decreto que regulamenta a lei do seguro rural, que deverá atender a 30 mil produtores rurais do Estado com propriedades de até 10 mil hectares; a assinatura do decreto que cria uma nova linha de financiamento para a cafeicultura paulista, no valor de R$ 2,5 milhões; a aprovação do programa de 36 planos de microbacias hidrográficas, para implementar 250 microbacias e melhorar o solo paulista; o lançamento do sistema automatizado e informatizado das estações meteorológicas do Instituto Agrônomo de Campinas (IAC).

Também é preciso salientar que o Brasil tem mostrado, nos últimos anos, forte disposição de defender seus interesses nos foros econômicos internacionais.

ARNALDO JARDIM é deputado estadual e coordenador da Frente Parlamentar pela Energia Limpa e Renovável de São Paulo

E-mail: arnaldojardim@uol.com.br

Riqueza que vem da terra

O show da agricultura brasileira vai além do Agrishow, um dos maiores eventos mundiais do setor agropecuário, realizado em Ribeirão Preto entre 28 de abril e 3 de maio deste ano. A capacidade do setor já está apresentando frutos saborosos, com safras cada vez maiores. O IBGE –Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em seu levantamento de março, afirma que a safra de 2002/03 poderá alcançar 113,62 milhões de toneladas, 2,42% superior à previsão de fevereiro. Caso essa previsão se confirme, a safra de 2002/03 poderá ser superior em 17% à produção obtida em 2001/02, de 97,134 milhões de toneladas.

E o bom desempenho no campo também tem chegado ao bolso do produtor. De acordo com a CNA – Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, o crescimento do segmento agrícola primário nos primeiros dez meses de 2002 e a recuperação da renda da pecuária levaram ao maior avanço do Produto Interno Bruto (PIB) já registrado pela agronegócio brasileiro. A renda global de todos os segmentos da agropecuária (básico, indústria, insumos e distribuição) aumentou 5,96% entre janeiro e outubro de 2002, projetando um PIB de R$ 365,53 bilhões.

O bom desempenho agropecuário também se reflete na balança comercial brasileira. Só no ano passado, as exportações do setor superaram as importações em US$ 20 bilhões, garantindo, dessa forma, o superávit de US$ 13 bilhões para o País.

O potencial agrícola brasileiro é reconhecido até no exterior, já que é um dos poucos países que tem espaço para crescer. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estima que o Brasil poderá destinar à atividade agropecuária mais 170 milhões de hectares – a mesma área ocupada por lavouras nos EUA. E parte dessa área é cerrado, um terreno que permite o uso de técnicas modernas de agricultura, como a colheita mecanizada.

Além de segundo maior produtor e exportador de soja, o Brasil ainda detém a maior produção mundial de açúcar, suco de laranja e café, tendo registrado aumento expressivo na criação e exportação de carnes bovina, de aves e suína – e tudo com qualidade reconhecida e com uma certificação que avança e nos permitirá driblar quaisquer barreiras fitossanitárias.

Com os programas para a modernização da frota de máquinas agrícolas e de infra-estrutura, existem avanços constantes não só na agroindústria, como também no transporte dos produtos.

As vantagens da agricultura brasileira, porém, esbarram no protecionismo dos países desenvolvidos, que inibe o aumento da nossa produção. O caso mais gritante é o do algodão, prejudicado pelos subsídios dos EUA. Outra barreira de peso é o subsídio à exportação de açúcar concedido pela União Européia, que distorce os mercados.

Vivemos uma conjuntura particularmente favorável: o presidente Lula tem dado demonstrações de priorizar a agricultura e o governador Geraldo Alckmin, na abertura da Agrishow, anunciou quatro medidas que deverão beneficiar o agronegócio paulista. São elas: a assinatura do decreto que regulamenta a lei do seguro rural, que deverá atender a 30 mil produtores rurais do Estado com propriedades de até 10 mil hectares; a assinatura do decreto que cria uma nova linha de financiamento para a cafeicultura paulista, no valor de R$ 2,5 milhões; a aprovação do programa de 36 planos de microbacias hidrográficas, para implementar 250 microbacias e melhorar o solo paulista; o lançamento do sistema automatizado e informatizado das estações meteorológicas do Instituto Agrônomo de Campinas (IAC).

Também é preciso salientar que o Brasil tem mostrado, nos últimos anos, forte disposição de defender seus interesses nos foros econômicos internacionais.

ARNALDO JARDIM é deputado estadual e coordenador da Frente Parlamentar pela Energia Limpa e Renovável de São Paulo

E-mail: arnaldojardim@uol.com.br

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