Rio Grande do Sul terá usina flex de etanol

Foto: JornalCana/Arquivo

O Rio Grande do Sul prepara-se para estrear no mercado de usinas flex de etanol. O município de Carazinho deverá ganhar unidade produtora de biocombustível, mas a cana-de-açúcar não será matéria-prima. A produção será feita a partir do milho e da batata doce industrial.

Em reportagem de Anderson Fávero publicada em 28/02, o jornal Diário da Manhã destaca detalhes sobre a futura unidade.

Clique aqui para acessar a reportagem na íntegra.

JornalCana publica a seguir informações da reportagem a respeito da futura unidade flex.

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Quem são os empreendedores

A futura unidade flex é empreendida pelos empresários Henrique Leonhardt e Irmgard Leonhardt em área próxima ao Distrito Industrial de Carazinho. A instalação será em uma área de três hectares pertencente à família Leonhardt. O município comprometeu-se a realizar melhorias nas ruas de acesso ao local.

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Mais sobre os empreendedores

A família Leonhardt é tradicional investidora no Rio Grande do Sul. É proprietária da Rede Boa Vista, controladora de supermercados e postos de combustíveis. Investe também em obras sociais. Em 2018, por exemplo, participou com recursos na reforma do Hospital de Caridade de Carazinho (HCC) no espaço destinado à acomodação de pacientes pediátricos que necessitam ficar em observação no Setor de Emergência.

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Quando a futura unidade flex deve ser inaugurada

Em prazo de seis meses, a contar deste março de 2019, segundo os empresários informaram ao prefeito de Carazinho, Milton Schmitz, e ao secretário de obras Estevão De Loreno, durante visita deles à área do empreendimento no fim de fevereiro último. A estrutura da usina foi comprada pela família Leonhardt de um empresário de Tapera, município do Rio Grande do Sul. A estrutura está sendo desmontada em seu endereço antigo para ser trazida a Carazinho. Em 90 dias, ela estará montada e, em seis meses, deverá entrar em funcionamento.

 

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Projeto da unidade

Trata-se de uma usina flex produtora de etanol hidratado, cuja matéria-prima será a batata doce industrial ou o milho. A tecnologia foi desenvolvida na Universidade Federal do Tocantins (UFT).

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Produção 

A expectativa é de que a usina produza 30 mil litros de etanol por dia. Segundo os empreendedores, cada tonelada de batata doce industrial gera 190 litros de etanol.

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Empregos

A unidade deverá gerar aproximadamente 20 empregos diretos e outros indiretos. A proposta é fomentar a agricultura familiar no município. A empresa controladora garante o escoamento da produção de quem investir nesse tipo de batata, que é diferente daquela comumente encontrada em supermercados.

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Comercialização 

O etanol produzido passará a ser comercializado na rede de postos de combustíveis Boa Vista.

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Custo menor ao consumidor

Com fabricação no próprio município, o combustível terá uma significativa redução em seu custo final. Atualmente o etanol comercializado em Carazinho vem de São Paulo e Mato Grosso, com custo de frete. Com produção local, esse frete deixa de existir e o município terá receita com a geração de ICMS. Os empresários preveem que o litro do biocombustível poderá chegar às bombas pela metade do atual preço de tabela.

 

 

 

 

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