Rio busca, mais uma vez, estimular área de etanol

O governo do Estado do Rio de Janeiro tenta, mais uma vez, dar impulso ao setor sucroalcooleiro. A região de Campos de Goytacazes, no norte fluminense, recebeu, pela primeira vez depois de 24 anos, investimentos de R$ 100 milhões na construção de um projeto “greenfield” (construção a partir do zero). A usina Cana Brava entrou em operação, ainda em fase experimental, na quarta-feira.

“Sabemos que o Rio não tem condições de disputar em volume de cana com outras regiões do país. O mais importante deste investimento é que estamos estimulando o desenvolvimento com a produção [de cana] em municípios daquela região”, afirmou ao Valor Christino Áureo, secretário de Agricultura do Estado.

A usina Cana Brava pertence ao engenheiro civil Ludovico Giannattasio, cuja família é produtora de cana na região de Campos. “Conheço bem essa região do Rio e se! i também sobre a decadência da cultura, mas estamos apostando na reversão deste quadro”, afirmou Giannattasio.

O empresário, que atuou nos anos 80 no setor de construção civil, afirmou que a usina produzirá apenas etanol nesta primeira fase. A partir de 2011 deverá receber investimentos para a produção de açúcar. O projeto contempla cogeração de energia a partir do bagaço de cana.

Nesta fase de moagem experimental, a usina deverá processar cerca de 50 mil toneladas de cana. Para o próximo ciclo 2010/11, a moagem deverá alcançar 1 milhão de toneladas e depois saltar para 1,5 milhão de toneladas.

A primeira fase do projeto consumiu investimentos da ordem de R$ 100 milhões. Até R$ 70 milhões podem ser aplicados na segunda fase. Segundo Áureo, secretário de Agricultura do Estado, o governo financiou cerca de R$ 10 milhões por meio do programa de fomento do Estado, o Investe Rio. Os fundos Fundacam (Fundo de Desenvolvimento de Campos) e o Frense (Fundo de Recuperação dos Municípios Fluminenses) também contribuíram para financiar o projeto “greenfield”. “Mas boa parte da usina foi financiada com recursos próprios”, disse Áureo.

O Estado do Rio chegou a ter 24 usinas em operação nos anos 80, auge do Proálcool. Boa parte desta unidades estava concentrada na região norte do Estado, principalmente em Campos dos Goytacazes . Com a crise do Proálcool e também dos empresários locais, o número de usinas se reduziu para sete nesta safra – já incluindo a Cana Brava. No ano passado, três unidades produtoras, que eram controladas pelo grupo Othon, entraram com pedido de recuperação judicial. Desde 2005, o governo do Estado tenta revitalizar a cultura canavieira na região. Nesta safra, a 2009/10, a produção de cana está estimada em cerca de 3 milhões de toneladas.

Neste projeto atual de revitalização do setor sucroalcooleiro, o governo está estimulando o plantio de cana no município de São Francisco de Itabapoana, que tem um dos mais baixos IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do Estado, afirmou Áureo. “A usina está instalada próxima a esse município, que fica perto da fronteira com o Espírito Santo”, afirmou Áureo. “Temos um plano para o setor, que contempla projetos que contemplem mecanização.”

Rio busca, mais uma vez, estimular área de etanol

O governo do Estado do Rio de Janeiro tenta, mais uma vez, dar impulso ao setor sucroalcooleiro. A região de Campos de Goytacazes, no norte fluminense, recebeu, pela primeira vez depois de 24 anos, investimentos de R$ 100 milhões na construção de um projeto “greenfield” (construção a partir do zero). A usina Cana Brava entrou em operação, ainda em fase experimental, na quarta-feira.

“Sabemos que o Rio não tem condições de disputar em volume de cana com outras regiões do país. O mais importante deste investimento é que estamos estimulando o desenvolvimento com a produção [de cana] em municípios daquela região”, afirmou ao Valor Christino Áureo, secretário de Agricultura do Estado.

A usina Cana Bra! va pertence ao engenheiro civil Ludovico Giannattasio, cuja família é produtora de cana na região de Campos. “Conheço bem essa região do Rio e sei também sobre a decadência da cultura, mas estamos apostando na reversão deste quadro”, afirmou Giannattasio.

O empresário, que atuou nos anos 80 no setor de construção civil, afirmou que a usina produzirá apenas etanol nesta primeira fase. A partir de 2011 deverá receber investimentos para a produção de açúcar. O projeto contempla cogeração de energia a partir do bagaço de cana.

Nesta fase de moagem experimental, a usina deverá processar cerca de 50 mil toneladas de cana. Para o próximo ciclo 2010/11, a moagem deverá alcançar 1 milhão de toneladas e depois saltar para 1,5 milhão de toneladas.

A primeira fase do projeto consumiu investimentos da ordem de R$ 100 milhões. Até R$ 70 milhões podem ser aplicados na segunda fase. Segundo Áureo, secretário de Agricultura do Estado, o governo financiou cerca de R$ 10 milh! ões por meio do programa de fomento do Estado, o Investe Rio. Os fundos Fundacam (Fundo de Desenvolvimento de Campos) e o Frense (Fundo de Recuperação dos Municípios Fluminenses) também contribuíram para financiar o projeto “greenfield”. “Mas boa parte da usina foi financiada com recursos próprios”, disse Áureo.

O Estado do Rio chegou a ter 24 usinas em operação nos anos 80, auge do Proálcool. Boa parte desta unidades estava concentrada na região norte do Estado, principalmente em Campos dos Goytacazes . Com a crise do Proálcool e também dos empresários locais, o número de usinas se reduziu para sete nesta safra – já incluindo a Cana Brava. No ano passado, três unidades produtoras, que eram controladas pelo grupo Othon, entraram com pedido de recuperação judicial. Desde 2005, o governo do Estado tenta revitalizar a cultura canavieira na região. Nesta safra, a 2009/10, a produção de cana está estimada em cerca de 3 milhões de toneladas.

Neste projeto atual de revitaliza! ção do setor sucroalcooleiro, o governo está estimulando o plantio de cana no município de São Francisco de Itabapoana, que tem um dos mais baixos IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do Estado, afirmou Áureo. “A usina está instalada próxima a esse município, que fica perto da fronteira com o Espírito Santo”, afirmou Áureo. “Temos um plano para o setor, que contempla projetos que contemplem mecanização.”

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