Restrições na compra de parte da Cosan pela Shell

A compra de parte da Cosan pela Shell foi aprovada com restrições pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O negócio, fechado em 2009, trata da aquisição de ativos de produção de combustível de aviação por R$ 150 milhões feita pela Shell.

Segundo a decisão divulgada nesta quarta-feira, para a aprovação do negócio, a multinacional petrolífera deverá vender os ativos referentes à distribuição do produto nos aeroportos. Caso contrário, a concentração de mercado poderá gerar aumento de custos para toda a cadeia, segundo a Cade.

A Cade alegou que a apresentação de um TCD (Termo de Compromisso de Desempenho) no qual a Shell se comprometeria em abrir mão de alguns itens para aprovação do negócio sem restrições, era insuficiente para a possibilidade de entrada de novos concorrentes.

Para que a operação total não seja rejeitada, a venda dos ativos deverá ser concretizada em 90 dias e a empresa que adquirir os ativos terá o direito de participação nos parques de abastecimento nos aeroportos de Guarulhos (São Paulo), Galeão ( Rio de Janeiro) e Guararapes (Pernambuco). A Shell terá de vender os parques de abastecimento mantidos pela Cosan nos aeroportos de Belo Horizonte, Campinas, Curitiba e Brasília.

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