Recessão abala mercado de commodities

As cotações das principais commodities tiveram uma sexta-feira de queda nas bolsas puxadas pelos rumores de desaquecimento da demanda mundial. Os contratos do algodão com entrega para março recuaram para o menor nível dos últimos três anos e fecharam a 50,32 centavos a libra-peso (0,454 quilos), queda de 5,6%.

“A alta do dólar proporcionou essa nova baixa do algodão e dos grãos de uma maneira geral”, avalia Miguel Biegai, analista da Safras & Mercado. Ele acrescenta ainda que persiste o movimento de saída dos recursos de renda variável para mercados com menor volatilidade.

Trigo

Conforme informações da agência Bloomberg News, as cotações do trigo fecharam no nível mais baixo dos últimos 16 meses porque os investidores que atuam nesse mercado liquidaram os papéis para cobrir prejuízos no mercado financeiro. Os contratos com vencimento em março ficaram em 534,75 centavos de dólar por bushel (27,2 quilos), redução de 1,3%.

Milho e soja

Os preços do milho também sentiram o impacto do aumento do risco de recessão. O cereal é utilizado em larga escala na composição de ração, combustível (etanol) e alimentação humana. Os papéis com vencimento em março fecharam valendo 388,75 centavos de dólar o bushel (25,4 quilos), recuo de 4,3%. Acompanhando o mesmo movimento de baixa, a soja recuou 2,4% e fechou cotada a US$ 8,67 o bushel (27,2 quilos).

Açúcar e Café

Os preços do açúcar tipo 11 com entrega para maio ficaram cotados em 11,09 centavos de dólar a libra-peso, número 0,8% menor que o pregão anterior. A commodity teve a menor queda na comparação com os grãos. Mas registrou perdas durante toda a semana. Nos últimos cinco dias, a queda acumula 6,1%.

O café teve situação semelhante ao açúcar, acumulando perda de 4,6% em toda a semana. Na sexta-feira, o grão fechou cotado a 113,55 centavos de dólar a libra peso, recuo acentuado de 1,2%. (Roberto Tenório)

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