Raízen nasce de olho em aquisições

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A joint venture formada entre a Royal Dutch Shell, maior produtora privada de petróleo do país, e a Cosan S.A, maior produtora de etanol, começa a operar com um novo nome no mercado: Raízen – companhia com ativos de R$ 20 bilhões e faturamento estimado em R$ 50 milhões, a quinta maior empresa do país, atrás da Petrobras, Vale, JBS e Telefônica, excluídos os bancos. A escolha desse nome não tem nada de cabalístico. É a junção de raiz e energia. A nova empresa, que vai manter a marca forte Shell, já começa a olhar ativos no segmento de distribuição para consolidar sua posição na vice-liderança desse segmento.

Vasco Dias, presidente da Raízen, disse que a empresa deverá perseguir a segunda posição, disputada palmo a palmo com o grupo Ultra, que detém as marcas Ipiranga e Texaco, já nos próximos meses. Além de unir as sinergias entre Shell e Esso (marca que vai desaparecer nos próximos 36 meses), a companhia está olhando ativos para avançar.

Ativos disponíveis no mercado, como a AleSat, com uma participação de cerca de 5%, estão no radar da empresa, apurou o Valor. Essa mesma distribuidora também tem sido cobiçada por outras concorrentes do setor. Dias limita-se a dizer que “a empresa vai olhar ativos que agreguem valor”. As regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste também estão no foco do grupo, com aquisição de empresas regionais, de maior ou menor porte.

Em distribuição de combustíveis, a marca Shell vai prevalecer no mercado, uma vez que pesquisas realizadas junto aos consumidores indicam que ela é forte e a preferida. São 4,5 mil postos de combustíveis, 550 lojas de conveniência e atuação em 53 terminais de distribuição (ver reportagem ao lado).

Anunciada em fevereiro de 2010, a joint venture entre S hell e Cosan, com 50% de participação cada uma, estará totalmente integrada até o fim deste semestre. Mas desde a aprovação da operação pela Comissão Europeia em janeiro, a Raízen já começa a dar seus passos como companhia independente. “A empresa nasce como líder em energia e crescerá com o potencial do país”, disse Rubens Ometto Silveira Mello, presidente do conselho do grupo.

Com valor de mercado de US$ 12 bilhões e 40 mil funcionários, a Raízen incorporou dívida de US$ 2,5 bilhões. A empresa planeja ir ao mercado nos próximos meses e está em conversações com agências classificação de risco para a emissão de bonds. A Raízen ainda não estipulou quanto quer captar. A Shell já tinha anunciado um aporte de cerca de US$ 1,6 bilhão na nova empresa.

Em açúcar e álcool, os planos são igualmente ambiciosos. Em uma posição privilegiada por ser líder nesse mercado, a Raízen deverá focar em aquisições, projetos “greenfield” (construção de novas fábricas) e aumento da capacidade instalada de suas atuais usinas para elevar a capacidade de moagem de cana dos atuais 62 milhões de toneladas para 100 milhões de toneladas/safra, o que permitirá um salto na produção de açúcar dos atuais 4 milhões para 6 milhões de toneladas, de etanol de 2,2 bilhões para 5,2 bilhões de litros e de energia de 900 megawatts (MW) para 1.300 MW. A companhia comercializa 10 bilhões de litros de álcool. Vasco não divulga quanto deverá ser aportado. Mas o Valor apurou que podem chegar a quase US$ 4 bilhões, considerando que os investimentos atuais por tonelada de cana estão, em média, US$ 100.

Com a união dos ativos, a companhia conta com 23 usinas (excluída a recente aquisição da Zanin, que está prestes a ser concluída) e intensificará pesquisas em etanol de segunda geração.

A Cosan, que permanece com o controle dos ativos de lubrificantes, negócios de terra (com a Radar), Rumo Logística e marcas de açúcar no varejo, tem contrato de 20 anos com a Raízen para fornece r serviços logísticos e negocia a compra de açúcar com a nova companhia para distribuir no varejo.

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