Raízen é importante ingrediente para transformar etanol em commodity global, diz Jank

“A confirmação da joint-venture entre a Shell e a Cosan é um importante passo para tornar o etanol uma commodity global”, avalia o presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Marcos Jank. O acordo definitivo entre a Shell e a Cosan, resultou no surgimento da Raízen, que vai produzir e distribuir etanol com ativos que somam cerca US$ 20 bilhões, ter faturamento estimado de US$ 50 bilhões e algo em torno de 40 mil empregados.

“É a concretização da maior transação na história do setor sucroenergético brasileiro, algo que seguramente vai pesar muito, tanto a favor dos esforços para transformar o etanol em commodity global quanto na luta pelo comércio internacional do etanol livre de tarifas e barreiras não-tarifárias,” ressalta Marcos Jank.

“Queremos consolidar o etanol de cana-de-açúcar como commodity internacional, sermos reconhecidos pela excelência no desenvolvimento e produção de energia sustentável,” afirma o diretor presidente da Raízen, Vasco Dias. “Tenho certeza que essa associação vai ser melhor e maior do que todos esperam, estamos criando mais um líder global,” acrescenta.

Já para Rubens Ometto, presidente do conselho de administração da Raízen, a fusão junta esforços da Shell e Cosan para tornar a marca uma referência mundial em energia. “Formamos uma organização com números significativos e já iniciamos uma produção de liderança em energia sustentável,” afirma Ometto.

Segundo Ometto, a intenção da empresa é aumentar significativamente a exportação de etanol e cana de açúcar. “Nossa é meta é dobrar a produção de etanol,” conclui o empresário.

Vasco Dias explica que o nome Raízen, união das palavras raiz e energia, pretende reforçar, através da nova marca, a identidade brasileira. Raízen, segundo ele, é a “união de duas forças,” a raiz que extrai nutrientes necessários para o crescimento da planta e a energia, necessária para todo movimento.

X