Queda nos fretes eleva exportação de açúcar do Brasil

Uma forte queda nos fretes marítimos tem ajudado o Brasil a recuperar participação no mercado internacional de açúcar, no momento em que a Índia, o principal competidor das usinas brasileiras nos últimos anos, registra uma safra menor, afirmaram analistas nesta segunda-feira.

As exportações totais de açúcar do Brasil em outubro atingiram 2,2 milhões de toneladas, alta de 17,9% em relação a setembro e de 13% na comparação com o mesmo mês de 2007. Isso ocorre devido às taxas mais baixas do frete e também ao déficit global de açúcar, além de exportações mais baixas da Tailândia e nenhum embarque a partir da Índia, afirmou o presidente da consultoria Datagro, Plinio Nastari. Acreditamos que as exportações sejam fortes também em novembro e dezembro, acrescentou Nastari.

O índice do Báltico de frete, uma das referências globais, está agora abaixo de mil pontos, seu menor nível desde meados de 2002, após alcançar mais de 11 mil pontos durante este ano. A queda do índice se acentuou com o aprofundamento da crise financeira, a queda nos preços da commodities e um crescimento mais lento das economias.

As taxas de fretes evidentemente ajudam o Brasil muito em termos de competitividade. É mais fácil agora para o Brasil alcançar o Oriente Médio e os mercados da Ásia, onde a Índia foi fornecedora no ano passado, afirmou um gerente comercial de um importante grupo sucroalcooleiro no país.

Depois de alguns anos sendo um exportador líquido de açúcar, a Índia deve importar 1 milhão de toneladas em 2008/09 e entre 4 a 4,5 milhões de toneladas na temporada seguinte, incluindo do Brasil. Baixas taxas de frete colocam o Brasil em posição de vantagem como principal fornecedor em mercados como Malásia, Indonésia e China, que estão mais perto de produtores como Índia e Tailândia, disseram traders. Fontes do mercado têm reportado vendas do centro-sul do Brasil para a Coréia do Sul, que normalmente importa açúcar da Tailândia.

Um trader de São Paulo afirmou que uma grande trading vendeu 80 mil toneladas para a Coréia, para entrega em dezembro e janeiro, há duas semanas. Em um mercado onde as taxas de fretes estão praticamente custando zero, o fornecedor é aquele com o açúcar mais barato, disse um trader. O Brasil é o maior exportador de açúcar e conta com os custos mais baixos de produção.

Nastari afirmou que embarques para a Índia devem alcançar de 150 mil a 200 mil toneladas até o final do ano e somariam 1 milhão de toneladas em meados de 2009.

Queda nos fretes eleva exportação de açúcar do Brasil

Uma forte queda nos fretes marítimos tem ajudado o Brasil a recuperar participação no mercado internacional de açúcar, no momento em que a Índia, o principal competidor das usinas brasileiras nos últimos anos, registra uma safra menor, afirmaram analistas.

As exportações totais de açúcar do Brasil em outubro atingiram 2,2 milhões de toneladas, alta de 17,9% em relação a setembro e de 13% na comparação com o mesmo mês de 2007.

“Isso ocorre devido às taxas mais baixas do frete e também ao déficit global de açúcar, além de exportações mais baixas da Tailândia e nenhum embarque a partir da Índia”, afirmou o presidente da consultoria Datagro, Plinio Nastari.

“Acreditamos que as exportações sejam fortes também em novembro e dezembro”, acrescentou Nastari.

O índice do Báltico de frete , uma das referências globais, está agora abaixo de mil pontos, seu menor nível desde meados de 2002, após alcançar mais de 11 mil pontos durante este ano.

A queda do índice se acentuou com o aprofundamento da crise financeira, a queda nos preços da commodities e um crescimento mais lento das economias.

“As taxas de fretes evidentemente ajudam o Brasil muito em termos de competitividade. É mais fácil agora para o Brasil alcançar o Oriente Médio e os mercados da Ásia, onde a Índia foi fornecedora no ano passado”, afirmou um gerente comercial de um importante grupo sucroalcooleiro no país.

Depois de alguns anos sendo um exportador líquido de açúcar, a Índia deve importar 1 milhão de toneladas em 2008/09 e entre 4 a 4,5 milhões de toneladas na temporada seguinte, incluindo do Brasil.

Baixas taxas de frete colocam o Brasil em posição de vantagem como principal fornecedor em mercados como Malásia, Indonésia e China, que estão mais perto de produtores como Índia e Tailândia, disseram traders.

Fontes do mercado têm reportado vendas do centro-sul do Brasil para a Coréia do Sul, que normalmente importa açúcar da Tailândia.

Um trader de São Paulo afirmou que uma grande trading vendeu 80 mil toneladas para a Coréia, para entrega em dezembro e janeiro, há duas semanas.

“Em um mercado onde as taxas de fretes estão praticamente custando zero, o fornecedor é aquele com o açúcar mais barato”, disse um trader.

O Brasil é o maior exportador de açúcar e conta com os custos mais baixos de produção.

Nastari afirmou que embarques para a Índia devem alcançar de 150 mil a 200 mil toneladas até o final do ano e somariam 1 milhão de toneladas em meados de 2009.

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