Promessas do agronegócio

O presidente da Associação Brasileira das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto, vai para os Estados Unidos na próxima semana onde participa de um evento que vai tratar do futuro do agronegócio para os próximos 50 anos. “O evento vai debater o que vamos enfrentar nos próximos anos, como o clima, meio ambiente, extensão rural e pesquisa”, disse Camargo Neto.

Em sua apresentação, ele irá falar sobre o sucesso do Brasil com o agronegócio nos últimos 20 anos e um pouco das perspectivas para o setor no País. “Os estrangeiros têm muito interesse em saber o que fizemos para poder aprender com a gente.”

Na avaliação do executivo, o rápido crescimento do setor agropecuário no Brasil nas duas últimas décadas deverá ser mantido no futuro, mas não para todos os produtos. Segundo Camargo Neto, o setor cafeeiro, por exemplo, já atingiu um estágio de estabilidade, diferente do que acontece com a carne suína, o milho e os lácteos. “O Brasil representa apenas 10% do comércio internacional de carne suína, enquanto em outros produtos representamos 30%. Acredito que exista potencial para chegarmos a esse número.”

Camargo Neto lembra, por exemplo, que há cinco anos o Brasil era praticamente um importador de milho e hoje já se tornou um importante exportador. O mesmo raciocínio vale para o setor de lácteos, em que o País foi historicamente um importador. Sobre a crise financeira internacional, Camargo Neto disse que ela afetará a todos, inclusive o agronegócio brasileiro. Apesar disso, ele se diz otimista com o poder de reação do Brasil após superado esse momento de turbulência.

Mesmo com todo o potencial de crescimento do Brasil, Camargo Neto lembra que é preciso ser feito o que ainda não foi. Ele cita como avanços a melhora da condição sanitária do Brasil que permitiu que o País assumisse a liderança das exportações de carne bovina e dos investimentos feitos nos terminais portuários pelas empresas privadas que deram competitividade ao açúcar.

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