Projetos de Crédito de Carbono também podem ser desenvolvidos em lixões e aterros sanitários

Os lixões e os aterros sanitários que fazem a correta queima do biogás neles gerado podem ser beneficiados com a implantação de projetos dentro do escopo do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) do Protocolo de Quioto. Seguindo esse mecanismo, essas iniciativas estão aptas para receber créditos de carbono, que podem chegar a gerar uma receita adicional de aproximadamente 5% do valor do investimento.

De acordo com Júlio Zogbi, analista de negócios da Econergy, os lixões ou aterros sanitários produzem o gás metano (CH4), que compõe o biogás ou gás do lixo, através da decomposição anaeróbica da matéria orgânica.

“Esse é um gás combustível que, se acumulado em bolsões, pode provocar explosões. O seu lançamento à atmosfera causa um dano ambiental significativo em termos de aquecimento global, já que é 23 vezes mais “maléfico” do que o gás carbônico (CO2). Assim, nos lixões ou aterros sanitários onde esse gás é captado e queimado, pode-se desenvolver um projeto de MDL para a posterior comercialização dos CERs (Certificados de Emissões Reduzidas, também conhecidos como crédito de carbono) com os países desenvolvidos signatários do Protocolo de Quioto. Nesta venda, consegue-se uma receita adicional significativa para auxiliar na alavancagem de empreendimentos como esse”, explica Júlio.

O carbono equivalente, ou seja, a quantidade de carbono que deixou de ser emitida na atmosfera, tem sido comercializada no mercado mundial ao preço de US$ 4 a US$ 5 a tonelada. “E o mais importante são os benefícios ambientais”, lembra.

A Econergy tem Know-How para a implantação de projetos de MDL em lixões recuperados ou aterros sanitários. No entanto, é preciso que aconteça a queima correta do gás metano para que os projetos possam ser desenvolvidos.

O engenheiro de projetos da Econergy, Helvécio Guimarães, diz que o crescimento das áreas urbanas tem preocupado as prefeituras municipais quanto ao destino final do lixo. Em muitos municípios, consórcios de empresas têm sido formados para recuperar lixões ou construir aterros sanitários. “O que muitos ainda não têm ciência é de que esses aterros ou lixões podem estar associados aos projetos de tecnologia limpa que propiciam, inclusive, retorno de parte dos investimentos”, diz.

Econergy – A Econergy é uma empresa que desenvolve projetos de tecnologia limpa, sendo especializada na prestação de assessoria técnica e financeira e no desenvolvimento de novos negócios. A empresa está levantando um Fundo de Investimento de Capital de Risco, o CleanTech Fund, para projetos de eficiência em transporte, reciclagem, eficiência energética e energia renovável.

Contando com uma equipe multidisciplinar de engenheiros e analistas, a Econergy oferece a estruturação total dos projetos, além de promover a comercialização de Créditos de Carbono. Nos projetos desenvolvidos pela Econergy, os recursos ambientais transformam-se em ativos financeiros e em vantagens para garantir maior competitividade no mercado.

A Econergy ajuda as empresas com projetos que reduzem os custos e aumentam a receita, fazendo o gerenciamento correto da energia, seja na área técnica (análise de viabilidade técnica do projeto, avaliação de processos e de passivo ambiental e inventários energéticos e de gases de efeito estufa) ou financeira (captação de recursos – investimento/financiamento, organização de dívidas, venda de participações, contratos de performance para projetos de energia, estudo de viabilidade econômico-financeira, estruturas financeiras inovadoras, avaliação e comercialização de Crédito de Carbono).

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