Produtores pedem urgência na votação do novo Código Florestal

Em apoio ao projeto do novo Código Florestal brasileiro, do relator e deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB/SP), produtores do Clube Amigos da Terra de Tupanciretã (CAT) no Rio Grande do Sul, se mobilizaram essa semana para pedir urgência na votação do documento. Produção de alimentos de forma ecologicamente correta em todos os biomas, uso econômico de modo sustentável e índice zero de averbação de Reserva Legal são apenas alguns dos pontos levantados pelos agricultores da região a favor do projeto.

Os produtores do Clube Amigos da Terra asseguram que o uso incorreto da Reserva Legal será um desastre ambiental, econômico e social, e que, por isso, a sustentabilidade deve englobar essas três vertentes. “Essa é a fórmula para que o Brasil possa cumprir sua função social”, afirma Almir Rebelo, presidente do CAT.

“Acreditamos que é possível produzir mais e melhor, e de forma sustentável”, aponta o agricultor. Para ele, a grande maioria dos agricultores já está de acordo e segue as regras para uma produção ambientalmente correta. “O projeto é mais do que necessário para propiciar um uso consolidado da área”, acredita.

Para a entidade, a não aceitação do novo código será um desrespeito e uma afronta à democracia brasileira. “Apoiamos que o Ministério da Agricultura seja respeitado e ouvido para que possa incentivar a produção de alimentos de maneira sustentável. Não reconheceremos nem um tipo de substitutivo que não aceite o novo projeto”, explica.

O setor sucroenergético também emitiu apoio ao novo Código. Segundo Marcos Jank, presidente da Unica – União da Indústria da Cana-de-Açúcar, infelizmente, em vez de buscar a plena conciliação entre o desenvolvimento agrícola e a proteção ambiental, não há um consenso entre esses dois gigantes. “Deixar de votar o relatório em 2010 significou um novo retorno à estaca zero com a nova legislatura, agravando a confusão e os conflitos no campo e nas florestas brasileiras em 2011, com insegurança jurídica, disputas judiciais e desmatamento descontrolado”, afirma Jank.

Para ele, o país já poderia ter entrado no século 21 nessa matéria e estar neste momento efetivamente concentrado em produção e exportação agrícola combinadas com conservação e restauração de florestas, seguindo a vocação óbvia do Brasil.

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