Produtores do Reino Unido ampliam acesso a mercado de biocombustíveis

Os agricultores do Reino Unido passaram a ter mais acesso ao mercado interno de biocombustíveis depois que foi comprovado que a produção agrícola do país emite menos gases de efeito-estufa do que se temia inicialmente, informou nesta quarta-feira a Autoridade de Cereais Cultivados Localmente (HGCA, na sigla em inglês).

A partir de abril, as safras que entram na cadeia de produção de biocombustíveis devem demonstrar que as emissões de gases de efeito-estufa associadas ao cultivo são iguais ou inferiores aos valores-padrão fixados pela diretiva de energia renovável da União Europeia (UE). Podem ser usados valores de propriedades individuais ou áreas regionais para calcular se as culturas do Reino Unido cumprem essas metas, segundo a HGCA. Porém, amostras de várias importantes áreas produtoras enviadas para a Comissão Europeia (CE) em 2010 haviam ficado abaixo do padrão.

A HGCA informou que os números revisados foram aprovados pela comissão e podem ser usados por fornecedores de biocombustíveis que atuam sob a Obrigação de Combustível Renovável para Transporte. ´A grande notícia é que a CE aceitou os valores regionais revistos e que eles podem ser usados com efeito imediato, encerrando assim um período de grande incerteza, aumentando a confiança e potencialmente acrescentando milhões de libras ao valor da cadeia de produção de biocombustíveis do Reino Unido a cada ano´, disse o gerente de Pesquisa e Transferência de Conhecimento do órgão, Harley Stoddart.

O HGCA apontou que os valores revistos apresentam um quadro muito melhor do cultivo de matérias-primas para biocombustíveis no Reino Unido, com 97% da produção de canola cumprindo os critérios, em comparação com menos de 5% anteriormente. Já a produção de açúcar de beterraba ficou 100% dentro do exigido, ante 0% anteriormente. O porcentual de trigo de inverno que cumpriu os critérios passou a 84%, contra 83% anteriormente.

O órgão destacou que a revisão foi possível depois que um consórcio recolheu novos dados de rendimentos médios, teor de óleo da canola, uso de fertilizantes, consumo de combustível, matéria orgânica no solo e conteúdo de nitrogênio dos resíduos devolvidos aos solos. As informações são da Dow Jones.

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