Produtividade indiana deixa a desejar

Animais puxam carroça abarrotada de cana-de-açúcar no longo trajeto até a indústria em Belgaum, no sul da Índia

Apesar do aumento da frota de caminhões usados na agricultura da Índia, as tradicionais carroças abarrotadas de cana-de-açúçar puxadas por bois e búfalos ainda são comuns na paisagem da zona rural indiana.

O trato rudimentar também se reflete no desempenho agrícola dos canaviais do país. A quantidade de açúcar produzida na cana é de, em média, 5 toneladas por hectare na região norte, a mais pobre da Índia. Na porção sul, esse indicador melhora para 9 toneladas por hectare no Estado de Maharashtra, mas ainda muito distante das 14 toneladas alcançadas no Brasil na última temporada (2010/11).

Com mais de 50 milhões de fornecedores de cana, dependendo do ano as usinas da Índia são obrigadas a organizar um sistema peculiar para discipl inar o fornecimento da matéria-prima de tantas fontes diferentes.

Em uma única usina, como a de Belgaum, a Shree Renuka Sugars, por exemplo, tem 13,5 mil pequenos fornecedores. Eles se relacionam com 15 coordenadores que visitam cada uma das áreas – que ficam num raio de 40 quilômetros – para checar necessidade de sementes ou fertilizantes. Esses coordenadores de núcleo têm também a incumbência de fidelizar esses produtores para garantir que continuem produzindo cana.

Nas usinas, mesmo as automatizadas, a densidade populacional repete o que se vê em todo o país. As empresas empregam um número bem maior de pessoas do que no Brasil, por exemplo.

Na unidade da Shree Renuka Sugars de Belgaum, que tem capacidade para moer aproximadamente 1,3 milhão de toneladas de cana, são empregadas 400 pessoas, o mesmo número de uma unidade no Brasil com moagem de até 6 milhões de toneladas. Em compensação, os custos com trabalhadores no Brasil equivalem ao dobro dos praticados na Índia. (FB)

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