Produção de açúcar da Índia deve recuar 11,7% em 2015/16, diz associação do setor

A Índia, maior consumidor mundial de açúcar, deve produzir 25 milhões de toneladas do produto no ano comercial de 2015/16, que se encerra no dia 30 de setembro, volume 11,7 por cento menor do que na temporada anterior, informou a Associação Indiana de Usinas de Açúcar nesta segunda-feira.

A primeira sequência de duas secas em quase três décadas atingiu as plantações de cana-de-açúcar de Maharashtra, Estado com maior produção, reduzindo a produção total do país, disse a associação em comunicado.

As usinas já produziram 24,6 milhões de toneladas de açúcar, comparado a 27,6 milhões de toneladas durante o mesmo período do ano anterior, disse a associação.

A Índia deve se tornar um importador líquido de açúcar em 2016/17, já que a estiagem em anos seguidos secou os canais de irrigação e devastou os campos de cana, com a produção total do Estado com a maior produção recuando mais de 40 por cento.

O país vai, em breve, derrubar uma ordem que obriga as usinas a exportar o excesso de oferta, disseram duas autoridades do governo nesta segunda-feira, após as secas colocarem o país a caminho de se tornar um importador do produto por volta de outubro.

Índia irá revogar exportação compulsória de açúcar, dizem fontes

A Índia irá retirar em breve uma regra que obriga usinas de açúcar a exportar o excesso de oferta, disseram duas autoridades do governo nesta segunda-feira, após duas secas consecutivas prejudicarem a produção do país, que poderá voltar a ser um importador líquido já em outubro.

No fim do ano passado, o governo pediu que usinas exportassem cerca de 3,2 milhões de toneladas, numa tentativa de reduzir o que naquele momento era um excedente de açúcar que pressionava preços e reduzia as margens de lucros das empresas.

Para apoiar o esquema e aliviar aquela pressão, o governo indiano aceitou pagar aos agricultores 45 rúpias por cada tonelada de cana-de-açúcar que produzissem, representando cerca de dois por cento dos custos das usinas.

Quando as exportações compulsórias forem revogadas, os pagamentos diretos aos agricultores também irão cessar, disseram as autoridades, que falaram sob condição de anonimato.

“Nós iremos revogar a regra em breve, porque não temos mais necessidade de exportar”, disse uma das fontes. Quando questionada sobre o prazo para a medida, a segunda fonte oficial acrescentou que “pode demorar algumas semanas”.

Sem o subsídio na produção, as usinas indianas deverão ter dificuldade para exportar com lucro, potencialmente elevando os preços do açúcar e permitindo maiores embarques de outros exportadores, como Brasil, Tailândia e Paquistão.

Fonte: (Reuters)

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