Procedimentos laboratoriais de usinas da PB é tema de reunião

Cerca de 25 agentes tecnológicos contratados pela Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) para atuarem como fiscais nas usinas do Estado durante a safra 2010/2011 dos associados, participaram no dia 3 de novembro de mais uma reunião de avaliação do trabalho. Durante o encontro os especialistas trataram de temas como a melhoria dos laboratórios para aferição dos níveis de ATR e a necessidade de melhoramento do intervalo de tempo entre o corte e a moagem da cana nas usinas Tabu, Monte Alegre, Giasa, Japungu, Miriri, Agroval, Una, Pemel e São João.

O consultor e pesquisador da Universidade Federal Rural do Pernambuco (UFRPE), Francisco Dutra Melo, químico responsável pelo trabalho desenvolvido nesse período de safra, a supervisora de fiscalização e instrutora do Departamento Técnico da Asplan, Marlene Lima, e a gerente-administrativa da entidade, Kiony Vieira também tiraram as principais dúvidas dos fiscais e passaram novas orientações de trabalho ao grupo.

A moagem da atual safra foi iniciada em agosto e a previsão é de que chegue ao fim apenas em fevereiro de 2011. Durante o encontro, cada dupla ou trio fiscalizador do processo em cada uma das nove usinas explanou sobre o procedimento de pesagem da cana-de-açúcar dos associados nas balanças, a tritura, a leitura do Brix (teor de sólidos totais solúveis) e de Pol (teor de sacarose) em cada uma das unidades.

Na ocasião, a supervisora das equipes, Marlene Lima, também repassou para os fiscais uma nova escala de fiscalização, com novos horários e equipes. Um exemplo da importância desses agentes, é que na maior parte das vezes são eles que trazem à Asplan a informação a respeito de irregularidades no processo de pesagem e análise da cana.

Para o químico Francisco Dutra, a equipe de fiscais é o que une os fornecedores às usinas durante todo o processo de moagem. “As usinas trabalham 24 horas. Então, para atingirmos nossas metas e o fornecedor alcançar um preço justo em cima de sua cana, é preciso que tenhamos pessoas de nossa inteira confiança nas unidades industriais”, afirma o químico.

Além disso, os fiscais também são cuidadosos quanto à qualidade da cana dos associados, que deve ser moída num curto espaço de tempo para não perder seus predicados. “Os fiscais estão atentos quanto à demora nas filas que vem ocorrendo em algumas usinas”, explica Dutra.

Outro ponto, bastante discutido e que também tem sido verificado durante o processo de moagem é que os níveis laboratoriais tem sido de grande qualidade. “As usinas estão investindo em equipamento e no profissionalismo das pessoas envolvidas, o que é bom para todo mundo”, lembra Francisco Dutra.

Segundo ele, a Asplan já desenvolve um ótimo trabalho para garantir uma avaliação precisa do peso e da qualidade da matéria-prima fornecida por seus associados às usinas através dos fiscais. Por outro lado, as usinas também estão investimento na profissionalização do processo e a manutenção de seu maquinário”, conclui o consultor.

Ao final da reunião, a gerente administrativa da Asplan, Kiony Vieira chamou a atenção para a participação de cada fornecedor no que se refere ao acompanhamento do processo. Para ela, eles também devem estar atentos no envio da cana para as usinas, a fim de diminuir os níveis de impureza. E para isso, ela destaca que os fornecedores também devem interagir com os fiscais para obter mais informações quanto à moagem e qualidade de sua cana. “Os fiscais garantem um procedimento sem falhas, mas eles não podem garantir a qualidade que vem dos campos”, ressalta ela.

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