Presidente da EPE sugere que energia cogerada seja fonte para hospitais e empresas

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Barroso, da EPE

Com previsões de crescimento de 3% para o próximo ano, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), crescem as perspectivas para a Geração Distribuída e para a Cogeração. Em recente apresentação, o presidente da EPE, Luiz Augusto Barroso, disse que a entidade tem o objetivo de incentivar a Geração Distribuída valorizando os atributos específicos de cada fonte energética.

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De acordo com Barroso, uma das tendências da Cogeração, já amplamente adotada no exterior, é o atendimento a hospitais e demais instalações comerciais e industriais.

O presidente da EPE destacou a falta de regulamentação que permita uma evolução mais rápida desse mercado e sugeriu a adoção de uma regulação combinada entre eletricidade e gás, ou seja, combinação da rede para o futuro do fornecimento.

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Há locais onde a rede de gás chega onde a rede de distribuição de eletricidade não está presente e isso apresenta oportunidades de sinergias.

“A geração de energia elétrica a partir de biomassa fomentaria o desenvolvimento do mercado de Geração Distribuída, que já se mostra muito vantajoso. Fatores como menor tempo de construção, aproveitamento de resíduos de produção (autoprodução) e potencial redução de custos estão entre os atributos favoráveis ao sistema elétrico nacional”, explica Barroso.

Geração de energia da biomassa cresce 9% em 2017

Dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE indicam crescimento de 9% na geração das usinas térmicas movidas à biomassa entre janeiro e setembro deste ano na comparação com 2016. A geração no período foi de 2.865 MW médios, enquanto atingiu 2.630 MW médios no ano passado.
A capacidade instalada das plantas movidas à biomassa do Sistema Interligado Nacional – SIN também evoluiu, chegando a 13 GW ao final de setembro. O número é 11,8% superior ao registrado no mesmo período de 2016, quando a capacidade da fonte era de 11,6 GW.
O bagaço de cana foi o combustível mais utilizado na geração das usinas movidas a biomassa em 2017 com 85% do total (2.435 MW médios). Na sequência, aparecem o licor negro com 9,2% da produção (262,6 MW médios) e o biogás de resíduos sólidos urbanos com cerca de 2,7% do total (78,7 MW médios).
Os dados consolidados da CCEE apontam ainda que o estado de São Paulo foi o maior produtor de energia proveniente da queima da biomassa ao longo do ano. As usinas paulistas produziram 1.377 MW médios, o equivalente a 48% de toda a geração da fonte no Sistema. Mato Grosso do Sul (408 MW médios), Minas Gerais (333 MW médios), Goiás (298 MW médios) e Paraná (164 MW médios) aparecem na sequência.
Ranking – Os 5 maiores estados
produtores de energia (biomassa) – 2017
Posição
Estado
MW médios
São Paulo
1377
Mato Grosso do Sul
408
Minas Gerais
333
Goiás
298
Paraná
164
Na análise da capacidade instalada para o mês de setembro, o estado de São Paulo (5.283 MW) também é o principal destaque, seguido por Mato Grosso do Sul (2.328 MW), Minas Gerais (1.316 MW) e Goiás (1.059,5 MW).
Ao final de setembro, 267 plantas movidas à biomassa em funcionamento estavam cadastradas na CCEE, frente às 246 instalações registradas no mesmo período de 2016.
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