Preços do açúcar têm queda de 3,3%

Recuo resultou da expectativa de maior consumo de adoçantes artificiais. Os preços do contrato 11 de açúcar, negociado na Bolsa de Nova York para outubro, registraram ontem desvalorização de 3,33%, fechando cotados a 17,41 centavos de dólar por libra-peso, menor valor desde 27 de abril. Na Bolsa de Londres, os contratos negociados para outubro caíram 0,7%, para US$ 1.213 por tonelada.

Segundo analistas, a queda deveu-se à especulação de que algumas indústrias vão buscar alternativas mais baratas ao açúcar. Em 2005, o adoçante artificial sacarina respondeu por 20% do consumo de adoçantes na China, pois as fabricantes de alimentos e bebidas rejeitaram os preços altos do açúcar.

“Isso pode afetar a demanda de importação da China e, provavelmente, da Indonésia. Muitos países estão usando adoçantes alternativos”, diz Helmut Ahlfeld, diretor-gerente da F.O. Licht, empresa alemã de pesquisa de commodities. O açúcar ainda responde por 90% de toda a demanda por adoçante. O restante é composto pela sacarina e outros produtos artificiais como o xarope de milho com alto teor de frutose.

O Brasil, maior produtor e exportador de açúcar do mundo, elevou em 0,6% sua previsão de safra de cana, para 444,9 milhões de toneladas.

Suco de laranja

Os preços do suco de laranja bateram ontem novo recorde na Bolsa de Nova York. Os contratos negociados para julho fecharam cotados a 154,8 centavos de dólar por libra-peso, com alta de 1,04%, resultante de compras especulativas. Na terça-feira, a commodity registrou o maior preço em 14 anos, como conseqüência da expectativa de que o volume da safra de laranja da Flórida (EUA) seja menor que o estimado inicialmente.

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