Preços do açúcar e do álcool seguem estáveis no país

Apesar do avanço da colheita da cana no Centro-Sul do país, os preços do açúcar e do álcool permanecem estáveis no mercado interno, sem grandes espaços para fortes oscilações, diferentemente do comportamento no mercado internacional.

Nas últimas semanas, o comportamento do açúcar permaneceu sem grandes variações na oferta e na demanda, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). No dia 1º de outubro, a saca de 50 quilos de açúcar encerrou a R$ 31,06. No dia 8 do mesmo mês encerrou a R$ 31,27. Segundo o Cepea, algumas usinas já estocadas e sem necessidade de caixa seguiram fora do mercado. Outras que estão com estoques contratados apenas mantiveram as entregas. Para as unidades mais ativas no mercad spot, os preços foram sendo ajustados conforme a logística, com algumas unidades baixando os valores enquanto outras aumentaram. Do lado da demanda, indústrias seguiram da “mão para boca”, ou seja, comprando de acordo com suas necessidade.

Seguindo o mesmo comportamento, os preços do álcool permaneceram estáveis nas últimas semanas no mercado paulista, mas com viés de alta. Entre os dias 29 de setembro e 3 de outubro, o álcool anidro fechou em média de R$ 0,9270 o litro (sem impostos), com ligeira alta de 0,34% em relação à semana anterior. Para o álcool hidratado, o indicador Cepea/Esalq encerrou com média de R$ 0,7654 o litro (sem impostos), praticamente estável em relação ao período anterior.

O mercado permaneceu em ritmo lento. A nova alíquota de PIS/Cofins, que começou a vigorar no dia 1º de outubro, fez com que compradores e vendedores realizassem menos efetivações de negócios.

A safra 2008/09 tem priorizado a produção de etanol. Até o dia 16 de setembro, a moagem totalizou 316,4 milhões de toneladas de cana, com um aumento de 8,43% sobre igual período do ano anterior. A produção de açúcar no mesmo período ficou em 16,9 milhões de toneladas, com recuo de 4,1%. A oferta de álcool no mesmo período ficou em 15,1 bilhões de litros, aumento de 15,1% sobre igual período do ciclo anterior. Em São Paulo, maior Estado produtor do país, o mix de produção está em 57% para o álcool e 43% para o açúcar.

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