Preço maior do açúcar e do etanol ajuda Guarani a crescer receita em 18%

receitaA Guarani S/A, companhia sucroenergética controlada pela Tereos International S/A, apurou R$ 2,9 bilhões de receita líquida consolidada na safra 2015/16, cujo exercício foi encerrado em 31 de março último.

A receita líquida da 15/16 é 18% acima da registrada na safra 14/15. A diferença é explicada pela elevação do preço médio de açúcar e etanol, comercializados na safra 2015/16, respectivamente, a preços médios superiores em 22% e 26% em relação à safra anterior e à consolidação da Usina Vertente Ltda.

O EBITDA ajustado na safra 2015/2016 da Guarani foi de R$ 638 milhões, com uma margem de 23%, comparado à R$ 370 milhões na safra 2014/15.

A Guarani também registrou um prejuízo líquido individual de R$ 254 milhões e consolidado de R$ 67 milhões (incluindo a parte atribuível aos “acionistas não controladores”).

As operações da Companhia no Brasil geraram um lucro líquido consolidado de R$ 120 milhões. Os investimentos da Companhia e suas controladas em 2015/16 foram de R$ 482 milhões.

Com uma dívida líquida total consolidada de R$ 3,0 bilhões no encerramento do exercício de 2015/16, a relação Dívida Líquida/EBITDA ajustado foi de 4,6x, representando uma redução significativa frente aos 6,8x registrados no ano anterior, principalmente em razão do incremento de EBITDA ajustado no período.

Analisando somente as operações da Companhia no Brasil, a relação Dívida Líquida/EBITDA ajustado na safra 2015/16 foi de 3,6x frente a 5,3x na safra anterior.

No exercício findo em 31 de março, a Guarani teve um faturamento individual de R$ 1,8 bilhão e consolidado de R$ 2,9 bilhões, representando um aumento de 6% e 18%, respectivamente, em relação ao período anterior.

Mais resultados

O Portal JornalCana lista a seguir os principais eventos envolvendo a Companhia neste ano:

• Aumento de capital de R$ 268 milhões, integralmente subscrito acionista Petrobras Biocombustível S.A., totalizando um investimento total de R$ 1.822 milhões na Companhia em troca de uma participação final de 45,97%, conforme acordo de investimento celebrado entre a Petrobras Biocombustível e a controladora Tereos Internacional S.A.

• Foram concluídos os investimentos na expansão da cogeração no Brasil, que atingiu a capacidade nominal de 1200 GWh.

• O desempenho operacional agrícola e industrial apresentou significativa melhora tanto nos índices de eficiência industrial quanto de colheitabilidade.

• A empresa concluiu o refinanciamento de US$ 200 milhões, alongando o perfil de sua dívida por cinco anos. • Com o Programa Risco Zero a empresa obteve redução de 90% dos acidentes com afastamento em comparação aos últimos 5 anos, e de 50% dos acidentes com e sem afastamento em relação à safra 2014/15.

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