Polo de cana, região de Ribeirão Preto arrecada 4,1% menos impostos federais

imA arrecadação de impostos federais na região de Ribeirão Preto, polo sucroenergético do interior paulista, caiu 4,1% no mês de janeiro último. Segundo dados do Boletim Termômetro Tributário do Ceper/Fundace,a arrecadação no período foi de R$ 449,776 milhões.

Na região, todas as avaliações do Boletim sofreram variações negativas, sendo possível notar queda significativa na arrecadação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de 10,9%.

No município de Ribeirão Preto, a arrecadação atingiu a marca de R$ 226,885 milhões, valor 7,3% inferior ao de janeiro de 2015. Com exceção do IPI, que apresentou crescimento de 7,7%, todas as rubricas analisadas apontaram quedas, que foram de 13,3% para o Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), 9,2% para a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), 7,1% para a COFINS, 3,7% para o PIS/PASEP e 1,7% para o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF).

A queda na arrecadação de impostos federais é sentida em todo o País. Em nível nacional, a arrecadação total em janeiro de 2016 foi de R$ 94,083 bilhões, montante 4,8% inferior ao registrado no mesmo mês de 2015. No estado de São Paulo, o total de impostos federais arrecadados no período atingiu a cifra de R$ 39,836 bilhões, valor 6,8% inferior ao de janeiro de 2015.

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Segundo os pesquisadores, a queda é reflexo do quadro de enfraquecimento generalizado da economia brasileira. Eles afirmam no boletim que alguns setores estão sendo especialmente prejudicados pelo atual cenário, o que impacta diretamente na arrecadação de impostos federais. Dentre eles está o setor varejista que, de acordo com o IBGE, registrou em janeiro de 2016 queda de 10,3% no volume de vendas frente ao mesmo mês de 2015.

Outro indicador que mostra o enfraquecimento da economia brasileira é o da produção industrial, que em janeiro de 2016 foi 13,8% inferior à produção do mesmo mês de 2015.

Em doze meses, o setor acumula queda de 9%. A indústria de bens de capital (responsável pela produção de máquinas e equipamentos) registrou queda de 35,9% e a indústria de bens duráveis (automóveis e itens da linha branca, entre outros) registrou queda de 28,2% na comparação entre janeiro de 2016 e janeiro de 2015.

De acordo com o Boletim Termômetro Tributário, os indicadores sugerem que os empresários brasileiros estão diminuindo a produção de produtos industriais mais elaborados e que isso ocorre provavelmente decorrente da queda da renda dos trabalhadores e do aumento das taxas de juros para financiamentos, que inibem o consumo.

O Boletim Termômetro Tributário está disponível no site da Fundace: www.fundace.org.br/_up_ceper_boletim/ceper_201603_00197.pdf

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