Petróleo de casca de arroz

A conclusão do estudo de viabilidade técnica para a instalação de uma planta produtora de biopetróleo no Rio Grande do Sul, patrocinado pelo governo da Holanda em parceria com duas empresas privadas (a gaúcha Weco S.A., Indústria de Equipamento Termo-Mecânico e a holandesa Kara Energy Systems) permitiu a multinacional BTG Biomass Tecnology Group B.V. iniciar, nesta semana, a busca de parceiros no Estado para a construção da planta, avaliada em cerca de R$ 5 milhões. Mesmo sem revelar nomes, o diretor geral da BTG, René Venendaal, disse já ter “três ou quatro parceiros engatilhados”.

O biopetróleo é extraído da biomassa (a BTG, em parceria com uma universidade da Holanda, desenvolve há 12 anos essa tecnologia). No Rio Grande do Sul, a matéria-prima a ser utilizada na produção do bio-petróleo é a casca resultante do processo de beneficiamento de arroz (das 5,3 milhões de toneladas de arroz produzidas no Estado existe uma sobra em casca de 1,2 milhão de toneladas de onde os estudos da BTG indicam a possibilidade da produção de 672 toneladas do bio-petróleo, ao preço de US$ 70 a tonelada). (Gazeta do Estado de São Paulo)

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