Paranaguá identifica 20 áreas para expansão futura

Principal canal de exportação da produção agrícola do país, o Porto de Paranaguá movimentou 21,8 milhões de toneladas de grãos em 2012, em um total de 43 milhões de toneladas em cargas. Só de soja foram 6,6 milhões de toneladas. Milho, açúcar e farelo representaram em torno de 5 milhões de toneladas cada. Criado na década de 1930, o porto, localizado no litoral do Paraná, tem mais de 4 km de extensão e 20 atracadouros, com 538.425 m2 de pátios. Mas precisa de expansão.

A atual configuração suporta o movimento crescente das cargas, sobretudo as de origem agrícola, nos próximos quatro anos. Após este período, se não houver mudança na estrutura, as exportações podem ser prejudicadas.

Para a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), a MP 595 chega com o objetivo de aperfeiçoar o marco atual e promover a expansão do setor. Porém, o superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino, chama a atenção para a centralização das licitações de todos os 38 portos do país na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

“Nossa única preocupação está na centralização dos processos em Brasília”, diz. “Precisamos de celeridade, e toda vez que temos a centralização de uma atividade, em determinado ponto, tem que se definir prioridades, que, por vezes, é um julgamento muito particular. Em Paranaguá, sabemos quais as necessidades dos nossos clientes e as prioridades de cada setor.”

Mesmo ciente de que haveria mudanças no marco legal, a Appa não alterou seu planejamento. Desde 2011, a administração trabalha para mapear o programa de expansão do porto. Foram identificados os ativos operacionais, o portfólio e o que poderia ser oferecido em novos empreendimentos portuários, que dependeriam de licitação. O plano de desenvolvimento e saneamento identificou 20 novas áreas estratégicas para garantir o escoamento de carga nas próximas duas décadas. “Dessas 20 áreas, 16 são prioritárias e em três delas, já temos licença ambiental, licença prévia, demonstrando total viabilidade”, afirma.

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