Paraná deve fechar a safra 17/18 com quebra de 1 milhão de toneladas de cana

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Tranin, da Alcopar: unidades já planejam deixar parte da cana para 2018 (Foto: Alessandro Reis/Procana)

As 25 unidades processadoras de cana-de-açúcar do estado do Paraná deverão fechara a safra 17/18 com quebra de 1 milhão de toneladas. A previsão é de Miguel Rubens Tranin, presidente da Associação de Produtores de Açúcar e Álcool do Estado do Paraná (Alcoolpar).

Segundo Tranin, unidades já planejam deixar cana no campo para tentar ampliar a produtividade e moer na próxima safra. Confira a entrevista concedida com exclusividade para o JornalCana.

Como está a reta final da safra no estado?

Miguel Rubens Tranin – Mais uma vez o clima judiou bastante do setor sucroenergético do Paraná.

Por que?

Miguel Rubens Tranin – O Paraná tem um período muito bem definido de inverno e de verão. A cana paranaense cresce muito entre setembro a abril. Se não chove nesse período, entre maio a agosto, no período de inverno o crescimento da cana é muito lento.

E o que tem ocorrido?

Miguel Rubens Tranin – Nestes dois últimos anos, quase três, temos registrado muita chuva no inverno, com menos sol e consequentemente menos crescimento da cana. E tem ocorrido muita estiagem no período de verão. Ou seja, o volume de chuvas no Paraná está adequado, mas na hora errada.

Quais os prejuízos para a cana?

Miguel Rubens Tranin – O Paraná já produziu quase 50 milhões de toneladas de cana-de-açúcar e neste ano deverá ficar em 36 milhões de toneladas.

Esse volume previsto repete a safra 2016/17 no estado?

Miguel Rubens Tranin – É ainda menor. Na 16/17 foram moídas 37 milhões de toneladas de cana.

Assim como outros estados, Paraná também registrou chuvas em novembro

“No começo de novembro,

4 das 25 unidades paranaenses

tinham encerrado a moagem”

Miguel Rubens Tranin – Sim. Isso é bom para o lado agrícola, mas acaba atrasando a colheita. No começo de novembro, 4 das 25 unidades paranaenses tinham encerrado a moagem no ano.

A opção por moer o restante da cana da 17/18 em 2018 já é uma opção?

Miguel Rubens Tranin – Algumas unidades já trabalham com essa estratégia. Como nos últimos dois anos não choveu no período de verão, algumas unidades já tomaram a iniciativa de deixar a cana no campo, aproveitar a possibilidade de chuva no verão, quando a cana cresce, para recuperar na próxima safra.

A estratégia reduziria a moagem da 17/18?

Miguel Rubens Tranin – Sim. Reduziria a moagem nessa, mas com tendência de boa produtividade em 2018.

Com a moagem de 36 milhões de toneladas de cana, a safra 17/18 no Paraná deverá alcançar qual produção?

Miguel Rubens Tranin – A expectativa é chegar a 2,8 milhões de toneladas de açúcar e entre 1,7 a 1,8 bilhão de litros de etanol.

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