Para líder, aumento da mistura deveria chegar na entressafra

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As últimas notícias sobre a volta da mistura de 25% de anidro na gasolina animaram o setor sucroenergético, que se diz preparado para a volta do percentual. Mas segundo Renato Cunha, presidente do Sindaçúcar de PE, é fundamental que a mistura chegue antes de abril, para que o setor consiga realizar um planejamento prévio de produção, principalmente para migrar a cana que irá para o açúcar, que está com preços achatados no momento.


Cunha revela que um dos sinais de que o setor tem condições de suprir a demanda é o fato do segmento estar exportando etanol. “Além desse fato, há uma tendência natural de se apostar mais na produção de anidro pela rapidez de venda e pela falta de competitividade do hidratado”.

O executivo afirma ainda que a última estimativa da Unica, evidencia que a produção de anidro aumentou 18,5% e a de hidratado caiu 4%. “É uma evidência que o mercado foca no anidro. O anidro passou a ser uma commodity mais liquida”, explica. 
Ele diz ainda que somente no Nordeste, que ainda está em safra, a produção de anidro ocupa 60% do mix da região. “O anidro tem mais apelo comercial nessa temporada. No Brasil, esse volume do Nordeste representa 12% a 13% da produção nacional”, afirma. 
O líder avalia ainda que o Nordeste produz 1,9 bilhão de litros a 2,3 bilhões de litros de etanol, onde cerca de 1,2 bilhão será de anidro na safra atual. 
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